Cidades

Onça é gravada em condomínio fechado de Goiânia; assista ao vídeo

Gravação mostra felino, que já atacou animais, circulando por ruas de condomínio residencial. Ainda não há previsão de captura


Jairo Menezes

Do Mais Goiás | Em: 11/12/2017 às 16:32:31


(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Mais uma imagem da onça pintada que está dando trabalho ao Ibama de Goiás é registrada. Dessa vez, as câmeras de monitoramento de um condomínio fechado, conseguiram flagrar o felino, que desde fevereiro deste ano era tema dos comentários de moradores, trabalhadores e visitantes do Morro do Mendanha, na região Noroeste da capital. Após várias tentativas de captura, ainda não há nem previsão.

O primeiro registro foi feito formalmente em junho desse ano, quando equipes do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) instalaram câmeras camufladas em troncos de árvores e conseguiram flagrar o animal. Antes e depois disso houveram relatos de ataques a animais domésticos e criações (porcos, bovinos e um cavalo) na região. Em novembro deste ano, um cavalo foi morto pela onça, segundo moradores.

Em contato com o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) em Goiás, o Mais Goiás recebeu a informação de que existem profissionais do Cetas no local hoje. Segundo o superintendente Renato Paiva, foram feitas 25 tentativas de capturar o animal. “Nós já fizemos tentativas passivas, com uso de armadilhas e tentativas de forma ativa, quando usamos cães e outros artifícios, afim de que o animal seja capturado”, disse.

Agora, segundo o superintendente, uma equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) está se organizando para vir a Goiânia montar uma estratégia para captura. O Mais Goiás apurou, junto ao Processo Interno, montado para apresentar oficialmente os relados da existência do animal ao Ministério do Meio Ambiente, que pelo menos R$ 30 mil já foram usados em tentativas. Há, segundo o documento, morosidade por parte das equipes do ICMBio.

Durante a produção dessa reportagem, um e-mail foi encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente para que se pronunciassem sobre a situação. A assessoria pediu para que entrássemos em contato com o ICMBio, para que ele fizesse os esclarecimentos, mas o órgão ainda não retornou ao nosso contato.