Igor Caldas
Do Mais Goiás

Ocupação em leitos de UTI volta a crescer em Aparecida

Mesmo com maior parte de vagas ocupadas, o município está com baixa demanda por novas internações

Leitos de UTI em Aparecida (Foto: Wigor Vieira/SecomAparecida)
Leitos de UTI em Aparecida (Foto: Wigor Vieira/SecomAparecida)

Após queda na taxa de ocupação de leitos de UTI da rede municipal de saúde de Aparecida de Goiânia entre o fim de março e início de abril, o índice volta a crescer. No dia 1ª de abril, a taxa de ocupação de vagas de leitos de UTIs chegou a 71%, a menor ocupação desde fevereiro. No entanto, o último boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde mostra que a ocupação voltou a se aproximar de 90%. Atualmente, está em 85%.

Apesar da alta da taxa de ocupação de leitos de UTIs, a demanda por vagas no município segue em baixa. De acordo com nota da Secretaria Municipal de Saúde, há apenas um paciente aguardando transferência para UTI com suporte em cardiologia, sendo que as unidades hospitalares de referência para esses casos não estão localizadas em Aparecida de Goiânia. Assim, o pedido aguarda liberação de vaga pela Central de Regulação Estadual.

Além desta pendência, três pacientes aguardam resultado de exames para serem encaminhados para leitos de enfermaria. Na última semana, o Mais Goiás noticiou a queda da taxa de ocupação de leitos de UTIs da rede municipal de Aparecida.

O superintendente de Regulação, Avaliação e Controle da Secretaria Municipal de Saúde, Luciano Moura, atribuiu a diminuição dos leitos de UTIs à diminuição de pedidos de internação e ao investimento que a prefeitura de Aparecida aplicou na abertura de novos leitos.

Do dia 25 de fevereiro até o fim do último mês, o número de leitos de UTIs exclusivos para pacientes de Covid-19 aumentou de 100 para 175 vagas. De acordo com Luciano a diminuição de pedidos de internação se deve ao acompanhamento dos pacientes que testam positivo para a infecção por meio da telemedicina e de atendimento presencial médico da SMS.

Segundo Luciano, antes do atendimento presencial, o paciente é monitorado via telemedicina. “Se não tivéssemos esse tipo de acompanhamento, estes pacientes poderiam piorar em casa e ser tarde demais para salvá-los. Com o atendimento precoce, conseguimos diminuir também o número de pedidos de internação, pois evitamos o agravamento da doença”, esclarece.

Taxa de ocupação de leitos de UTIs exclusivos para Covid-19 em Aparecida:

Óbitos

Outro fator destacado por Luciano é a maior letalidade da variante do Coronavírus que circula em Goiás. O mês de março foi o mais mortífero de toda a pandemia e registrou 239 pessoas mortas pela infecção no município. Esse número representa 40,5% de todos os óbitos pela doença em Aparecida no último ano. A média móvel de mortes por Covid-19 em Aparecida está em 7,7 mortes por dia.

Apesar da média móvel de mortes pela infecção ter crescido mais do que o dobro da média do início do mês de março, quando estava em 3,4 óbitos diários, a curva está estabilizada desde o último dia 10.

Acompanhe a evolução da infecção em Aparecida de Goiânia:

Média móvel de casos

Apesar do recente crescimento da taxa de ocupação dos leitos de UTIs em Aparecida, curva da média móvel de casos de Covid-19 está caindo no município. Dados levantados pelo Mais Goiás apontam que a média móvel de novos casos da infecção está 170,4 detecções diárias. Quando comparada com a média móvel do dia 31 de março ela apresenta variação negativa maior do que 30%. A variação indica queda na curva da média móvel de novos casos da doença.

Muito se fala em média móvel para analisar diversos índices da pandemia. Mas o que é e como se usa esse cálculo? É um método matemático usado para calcular a variação da média de uma grandeza e indicar tendência de aumento, diminuição ou estabilidade. No caso da Covid-19, ele é usado para verificar a tendência de crescimento de novos casos de infecção ou novos óbitos pela doença.

Calcula-se a média móvel dos últimos 7 dias, ou seja, a média de mortes que ocorreu neste período e ser compara com as médias móveis das semanas anteriores. Assim, pode-se observar se esse número está aumentando, estabilizando ou diminuindo. Se o valor da variação for até 15% em pontos positivos, significa tendência de crescimento. Mas se a variação for em 15 pontos percentuais negativos, revela tendência de queda.