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Obras da Marginal Botafogo devem ser concluídas até dia 6 de janeiro

A construção do muro de contenção, contudo, não vai acabar com os problemas da via. Secretário de infraestrutura admitiu que local ainda não é totalmente seguro

As obras da Marginal Botafogo devem ser finalizadas até o dia 6 de janeiro. Essa foi a afirmação do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Fernando Cozetti, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (27).

Três trechos da Marginal Botafogo foram interditados no dia 15,  uma dia após uma chuva forte provocar danos na via. Uma das pitas da Marginal, a Sul-Norte (Centro-Setor Pedro Ludovico), foi liberada na noite de ontem. Mas as obras continuam na Norte-Sul, no trecho entre a Avenida Independência e a Avenida Araguaia. “Inicialmente nós tínhamos uma solução que era reposicionar a parede do canal, mas identificamos que não seria muito seguro, então nós resolvemos fazer um serviço com mais segurança,uma intervenção mais pesada e definitiva”, explica o secretário.

A solução encontrada foi a construção de um muro de contenção no local. “É um trabalho mais artesanal, que é colocar pedra dentro de caixa, então demora muito”, justifica Cozetti.

Risco continua

A construção do muro, contudo, não vai acabar com os problemas da Marginal Botafogo. Segundo o secretário, o local tem problemas estruturais e de vazão, e ainda possui pontos onde a água passa por baixo da via, o que provoca o risco de desabamento. “Porém, nós percorremos todo o interior do canal e nós vamos colocar uns escoramentos nas parades do canal para poder conter e diminuir essa possibilidade”, argumentou.

Cozetti também admitiu que, mesmo com as obras, a via não será totalmente segura para o motorista, principalmente nos dias de chuva. “Eu não vou dizer que é totalmente seguro, porque ela tem outros pontos que tem erosão no fundo, mas nós temos monitorado porque é uma via extremamente importante na cidade.”

Solução definitiva

Construída em 1991, o canal da Marginal Botafogo hoje não comporta a quantidade de água que recebe nos dias de chuva forte em Goiânia. Para Cozetti, a concecpção do projeto foi errada. “São duas paredes que se encontram em V no final do canal, e esse local é onde você tem mais concentração de água, um maior esforço. Essa concepção do canal foi errada, mas é da década de 90 e,por outro lado, não sofreu manutenção que deveria ter sofrido ao longo dos anos para poder evitar esse problema”, explica.

Para resolver o problema em definitivo, a Prefeitura de Goiânia está buscando junto ao Ministério da Integração Nacional recursos para a obra de restruturação do trecho antigo da Marginal, que é do Cepal do Setor Sul até a Avenida Independência. “Nós já fizemos um plano de trabalho na ordem de R$35 milhões. Ele foi contigenciado porque o governo federal também está em dificuldades, mas agora no início do ano nós vamos voltar as tratativas”, garantiu Cozetti.