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Obras de interligação dos sistemas João Leite e Meia Ponte podem ser entregues em setembro

Anúncio foi feito pela Saneago junto com o governador José Eliton. As obras deverão auxiliar no abastecimento e prevenir um eventual racionamento de água

As obras de interligação dos sistemas hídricos Mauro Borges e Meia Ponte podem ser entregues na primeira semana de setembro. O anúncio foi feito pela Saneago em uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (8),  a qual registrou a presença de várias autoridades, entre elas, a do governador José Eliton (PSDB). A obra, que tem extensão de 13 quilômetros, é considerada crucial para completar o nível da principal fonte de abastecimento de Goiânia e região metropolitana, afetada por uma severa baixa em meados de 2017, quando deixou milhares de pessoas sem água.

A obra é fruto da necessidade de elaboração do plano de racionamento e está orçada em R$ 20 milhões, pagos com recursos da própria concessionária.  Até no momento, cerca de 78% das obras, que representam uma tentativa da empresa para minimizar os impactos da estiagem no abastecimento da capital, estão concluídos. Quando estiver em funcionamento, a Saneago poderá remanejar cerca de 800 litros de água por segundo de um sistema para o outro.

“Além do esforço realizado pela Saneago, o trabalho realizado pela Secima sobre a fiscalização vem completando a vazão de água no Meia Ponte, que no ano passado estava com 1 mil litros a menos se compararmos com a situação atual,  sendo que nesse ano tivemos 20% a menos de chuva”, observou o governador.

Ainda na coletiva, o chefe do Executivo destacou que outras obras estão sendo realizadas na Região Metropolitana de capital e em Anápolis. O Linhão é a obra mais ousada delas, cujo projeto consiste na conexão do Sistema Mauro Borges com bairros de Aparecida de Goiânia. Serão necessários R$ 274 milhões para a conclusão. A obra, segundo Eliton, garantirá a universalização do abastecimento na cidade vizinha.

“Em nenhum momento o Comitê determinou o racionamento de água. Foi feito um alerta, e a companhia utilizou dos instrumentos legais para evitar o comprometimento no abastecimento da capital. É claro que tem a utilização da vazão do Meia Ponte para outras finalidades, mas a prioridade é para o consumo humano”, completou.

Esgoto

José Eliton também destacou ainda as obras do sistema de esgoto de Goiânia. Segundo ele, está sendo implantado o sistema secundário da Estação de Tratamento de Esgoto Dr. Hélio Seixo de Brito, no Setor Goiânia II. Com o aprimoramento, a estação será capaz de remover até 90% da matéria orgânica que recebe. A entrega está prevista para 2020 e o custo é de R$ 98 milhões.

Outra obra mencionada foi a Intermediário Meia Ponte, a qual consiste na ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto do Parque Atheneu. Por meio dela serão construídos interceptores, estações elevatórias de esgoto e linhas de recalque ao longo do rio, entre a referida estação e a BR-153.

“Essas obras ajudarão na eficácia da devolução da água para o Rio Meia Ponte. Ou seja, são um conjunto de ações para recuperar e salvar o rio, principalmente no trajeto dele pela região metropolitana”, reforçou Eliton.

Anápolis

A cidade que fica a 55 quilômetros de Goiânia receberá um investimento de R$ 114 milhões, dinheiro voltado à extensão das captações Piancó I e II, bem como para a implantação do novo módulo de tratamento para a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Anápolis. Com isso, a produção de recurso hídrigo tratado será acrescida em 400 litros por segundo.

Além disso, Eliton destacou a construção de um centro de conservações elevatórias de água tratada e a remodulação e ampliação de redes de distribuição. “Em Anápolis, solucionamos o problema em definitivo. O barramento que será realizado terá um projeto de construção de mais três anos para dar segurança hídrica pelos próximos 40 anos”.

A região do Distrito Federal deverá ser atendida pelo Sistema Produtor Corumbá, o qual será erguido em parceria com o Consórcio Corumbá. A Saneago será responsável pela captação de água, edificação da estação elevatória e pela construção de uma adutora de 12,7 quilômetros de comprimento. O término está previsto para dezembro.

Situação Financeira

Durante a coletiva, a concessionárial também apresentou resultados sobre as finanças da empresa, números referentes ao ano de 2017. Segundo Marcelo de Mesquita, diretor de gestão corporativa e presidente interino da estatal, a empresa possui recursos contratados na faixa de R$ 1 bilhão distribuídos em diversas obras.

Ainda conforme expõe o balanço, a empresa foi elevada pela agência Ficht Ratings para a para a posição BBB+. “Isso demonstra que esta é uma empresa sólida. Essa classificação demonstra que investimentos de R$ 500 milhões poderão ser feitos de forma sustentável nos próxiomos anos. Iso garante o alcance das metas para universalizar o abastecimento e a coleta de tratamento de esgoto”.