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Novo sistema de controle contra mosquito Aedes Aegypti é testado em Goiânia

Ao todo, 45 imóveis do Setor Vila Finsocial, na região Noroeste da capital, recebem o chamado Aero System

Um novo sistema de controle contra o mosquito Aedes Aegypti é testado, a partir desta quarta-feira (18), em Goiânia. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Um novo sistema de controle contra o mosquito Aedes Aegypti é testado, a partir desta quarta-feira (18), em Goiânia. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Um novo sistema de controle contra o mosquito Aedes Aegypti é testado, a partir desta quarta-feira (18), em Goiânia. Ao todo, 45 imóveis do Setor Vila Finsocial, na região Noroeste da capital, recebem o chamado Aero System. Nova metodologia prevê aplicação de inseticida com baixa toxicidade no interior das residências, que servem de abrigo para o mosquito após alimentação de sangue humano.

O gerente do Centro de Zoonoses, Wellington Tristão, explica que novo sistema, ao contrário da metodologia com fumacê, tem como foco o interior das casas e não depende de questões climáticas para eficácia. “A técnica fumacê consiste na aplicação externa e tem limitações como vento, sol e chuva, que podem alterar a eficácia do combate. Já o Aero System é aplicado em cada cômodo da casa e mata os mosquitos adultos que se alimentam das pessoas dentro das residências”, disse.

De acordo com ele, apesar de ser possível conciliar as duas técnicas de controle do mosquito, a previsão é de que a metodologia do fumacê não seja mais usada. Isso porque o Ministério da Saúde não realizou o abastecimento do inseticida para Goiânia e outros municípios. “Uma técnica não suspende a outra. Se tiver abastecimento poderemos unir as duas. Porém, a expectativa é que não haja mais esse abastecimento”.

Técnica menos tóxica

Wellington cita que o inseticida utilizado, o permitrina, é mais seguro, possui baixa toxicidade e, por isso, oferece menos riscos aos humanos. “É um inseticida aconselhado pelo Ministério da Saúde porque é potente contra o mosquito e quase não afeta os humanos. Apesar disso, nossa orientação é que as pessoas saiam do imóvel por 30 minutos, pois algumas são mais sensíveis e podem ter algumas reações”.

Segundo expõe o gerente, todas as técnicas e metodologias são bem-vindas, mas a população ainda é a principal ferramenta no combate e controle do Aedes Aegypti. “Esses métodos servem para somar. No entanto, o cidadão ainda precisa ter consciência de não deixar a caixa d’água aberta, não jogar lixo e pneus em locais indevidos, substituir a água colocada para animais e outras ações”, salienta.

O teste é feito por meio de parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a empresa que patenteou o equipamento e a Rede Latino Americana de Saúde Pública. “Vamos fazer o teste e avaliar se é positivo. Em caso de aprovação, passaremos o resultado para a administração pública tomar as providências para efetivar o procedimento na cidade”.