Cidades

Novas imagens auxiliam na busca pela suspeita de abandonar corpo de bebê, em Goiânia

O caso ocorreu em dezembro do ano passado na Avenida C-7, no Setor Sudoeste; mulher deixou o recém-nascido dentro de uma sacola


Murillo Soares

Do Mais Goiás | Em: 25/01/2019 às 17:32:39


(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

A Polícia Civil (PC), por meio da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), continua na busca pela suspeita de abandonar o corpo de um bebê recém-nascido em uma sacola no dia 17 de dezembro do ano passado na Avenida C-7, Setor Sudoeste. Novas imagens de câmeras de segurança foram divulgadas, e estas, com boa qualidade, possibilitam a visualização do rosto da suspeita, o que significa um passo adiante na identificação da mesma.

No vídeo, é possível ver uma mulher, acompanhada de uma criança, após ter deixado a sacola com o corpo do bebê nas proximidades. “Pela perícia supõe-se que ao ser abandonado, o recém-nascido já estava morto há pelo menos 48 horas”, conta o delegado Klayter Camilo Resende, que está à frente do caso.

A perícia não foi conclusiva, mas é provável que o bebê, do sexo masculino e que possuía 50 centímetros, tenha nascido com vida. “Quanto ao tempo, o médico-legista não soube estabelecer, pois o corpo já encontrava-se em estado de decomposição”, informou. A sacola foi encontrada no mesmo dia do abandono por uma catadora de materiais recicláveis.

O delegado conta também que, por meio de diversas imagens de câmeras de segurança, já foi possível mapear boa parte do percurso realizado pela mulher. Contudo, não se sabe ainda de onde ela saiu. “Estamos tratando mais vídeos de câmeras próximas para obter a localização inicial da suspeita”, afirma.

Após identificar a mulher, ela será ouvida a respeito das circunstâncias que levaram à morte da criança e motivaram o abandono. “Iremos investigar se tratou-se de um homicídio ou infanticídio para que as providências legais sejam tomadas”, conclui o responsável pela investigação.

Quaisquer informações sobre o caso podem ser fornecidas por meio do disque-denúncia da Polícia Civil (197), ou diretamente à DIH, por meio do telefone 3201-1226.

*Larissa Lopes é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo