Nova frota de caminhões pode gerar economia de até R$ 1,3 mi à Comurg

Foram entregues 49 novos veículos de coleta de lixo e outros maquinários para a companhia

Foram entregues, nesta quinta-feira (6), 49 novos caminhões da frota de coleta da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Os equipamentos somarão a outros 40 caminhões que a companhia já possuía e que estão aptos a serem utilizados. Parte da frota era locada.

O presidente da Comurg, Aristóteles de Paula, explicou que haverá uma economia de R$ 1,3 milhão, sendo R$ 1 milhão com contrato de locação e R$ 300 mil com manutenção dos veículos.

Por mês são recolhidos uma média de 36 mil toneladas de lixo orgânico e duas mil toneladas de seletivo. Os entulhos tirados das vias públicas somam mais de 60 toneladas. Os novos caminhões carregam 12 toneladas.

Caminhões de coletas que fazem parte da nova frota. Foto: Jackson Rodrigues- Prefeitura de Goiânia.

Além dos veículos para coleta de resíduos orgânicos, também foram entregues 200 roçadeiras costais, 40 sopradores, 70 motosserras, dez moto-podas, além de veículos de apoio como vans, pick-ups, motocicletas e maquinários como tratores com pneu e esteira, retroescavadeira, mini-retroescavadeira, pá-carregadeira, caminhão cesto aéreo, carretas, motoniveladora, patrol, retroescavadeira com desbrocador, dentre outros adquiridos via contrato de locação com empresas terceirizadas.

Renovação do Contrato

A entrega de novos equipamentos ocorre num período em que há uma renovação de contrato entre a Comurg e o Município. O antigo contrato venceu em 31 de dezembro do ano passado, mas foi renovado por até um ano para que um novo seja feito com maior duração e com novos parâmetros de serviços prestados.

“Tudo está caminhando dentro do amparo legal. Nós não podemos extravasar as ações sem o devido amparo. A Comurg estava quase falida, hoje está equipada”, declarou o prefeito Iris Rezende (MDB), ao Mais Goiás.

O processo é conduzido pela Agência de Regulação de Goiânia (ARG). Durante ato de entrega dos maquinários, o prefeito disse em discurso que o projeto no início da gestão era de extinguir a Comurg. “Quando assumi a prefeitura, o projeto era extinguir a Comurg. Era acabar com a Comurg. Não fizemos isso, porque tem uma história e vamos recuperar. Hoje há uma demonstração disso. A Comurg está devidamente estruturada, equipada”, afirmou o gestor.

Vale ressaltar que houve problemas na coleta de lixo em Goiânia, desde abril de 2012, quando foram rompidos contratos de locação com a empresa Delta. O município decidiu não continuar com a contratação, pois a empresa era investigada na operação Lava Jato. Desde então, foram muitas críticas quanto a coleta. Havia muita irregularidade, com poucos caminhões e os que estavam circulando quebravam bastante.

Quando Iris assumiu mandato no início de 2017, a situação ainda era ruim, com relativa irregularidade na coleta de lixo. Iris Rezende criticou no início do mandato o custo da Comurg e a quantidade de comissionados na empresa. Em determinada entrevista, em dezembro daquele ano, o prefeito declarou que tinham “2 mil pilantrões na Comurg”.

A empresa passou por um enxugamento com demissões de funcionários que já se aposentaram, mas que continuavam trabalhando na empresa. Além disso, planos de demissão voluntária foram feitos. O custo da empresa passou de mais de R$ 60 milhões mensais, em 2017, para R$ 36 milhões, atualmente.