Hygor Ferreira
Do Mais Goiás

No interior de Goiás, ex-Palmeiras tenta reconstruir vida longe do futebol

Última equipe em que o jogador trabalhou foi o Sergipe, em 2020

Max Pardalzinho (verde). Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Maximiliano Ezequiel dos Santos, mais conhecido no futebol como Max Pardalzinho, deixou os gramados para seguir a profissão que exercia antes de ser atleta. Com passagens por Palmeiras, Vila Nova e Goiás, atualmente o ex-atacante, de 33 anos, vive em Morrinhos (sua cidade natal) como metalúrgico.

O atacante, que encerrou a carreira cedo, disse em entrevista para o Globo Esporte que o principal motivo de ter se mudado para Morrinhos é para ficar mais perto da família – principalmente da mãe, que tem Lúpus, e do filho de 5 anos.

“A minha mãe sofre de anemia profunda e Lúpus. Chegou o momento em que achei que ia perder minha mãe. Ela não conseguia levantar da cama, a doença começou a atingir as cartilagens, articulações, e ela passava muito mal. Recebia essas notícias e fiquei sem cabeça para o futebol. Ficava muito longe do meu filho e queria viver mais com ele. Hoje posso ouvir que ele me ama, e isso não tem preço”, disse.

Max Pardalzinho surgiu em 2009, no Morrinhos, e ajudou o time a conquistar acesso para a elite do futebol goiano. Com a boa campanha na equipe, o jogador se transferiu para o Vila Nova, onde jogou 27 vezes e marcou cinco gols. Um deles foi o que salvou o Tigre do rebaixamento para a Série C.

Depois do Vila, o jogador chegou ao Palmeiras em 2011, a pedido do treinador Luiz Felipe Scolari – o Felipão. Porém, no time aliverde o jogador não conseguiu deslanchar. Foram apenas sete jogos e um gol. O seu contrato seguinte foi com o Goiás, em que Pardalzinho também jogou pouco. Daí para frente, o atacante atuou em diversos times do futebol brasileiro.

“Comecei no futebol com 23 anos. Não imaginava jamais ser jogador profissional, trabalhava em uma metalúrgica. Comecei a jogar no time da cidade e em um ano, muito rápido, pude chegar ao Palmeiras”, disse o jogador, que ressaltou ter vivido um sonho, principalmente por ser treinado por Felipão, técnico campeão mundial.

Pardalzinho, que também passou pelo Guarani, Boavista/RJ, Luziânia, Caxias, Caldas, Rio Preto e por último esteve no Sergipe, agora vive uma realidade diferente. “Trabalho em uma empresa de ferragem, que constrói e monta galpões. Praticamente voltei a ser soldador. Sinto muita falta do futebol, tem dias que bate a saudade, mas perto da minha mãe e do meu filho vale a pena”, completou .

Max Pardalzinho durante treino no Palmeiras. Foto: LEO BARRILARI/GAZETA PRESS