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“Não tem como dar um dia a mais”, diz prefeitura de Goiânia para Feira Hippie

Portaria que trocou os dias de funcionamento da feira desagradou feirantes, que queriam um dia a mais

Publicada portaria que prevê funcionamento da Feira Hippie no sábado e domingo
Publicada portaria que prevê funcionamento da Feira Hippie no sábado e domingo (Foto: Prefeitura de Goiânia)

Continua azeda a relação entre a prefeitura de Goiânia e os comerciantes da Feira Hippie, que ficaram insatisfeitos com a portaria – publicada hoje – que mudou os dias de funcionamento da feira. Em vídeo, o secretário municipal de Desenvolvimento, Carlos Júnior, diz que “não tem como a prefeitura dar um dia a mais” de permissão para que se faça comércio nas bancas. 

Em resumo, o que aconteceu foi: a feira funcionava, desde o ano passado, aos sábados e domingos. Os feirantes querem que ela aconteça às sextas, sábados e domingos. Entendem que a sexta é importante. O prefeito topou ceder a sexta, desde que tirasse o domingo. E foi nestes termos que a portaria foi publicada. 

“O presidente da Feira Hippie, Waldivino da Silva, procurou o prefeito Rogério Cruz autorização para que a feira pudesse funcionar sexta-, sabado e domingo. O prefeito combinou com ele que não aumentaria nenhum dia, mas que daria a sexta-feira. Ou seja, trocaria o domingo pela sexta. A prefeitura cumpriu seu acordo com a Associação dos Feirantes. Na segunda-feira, a associação esteve em reunião com o prefeito e entendeu que o prefeito tinha esquecido desse acordo anterior, mas o prefeito não esqueceu”, disse Carlos. 

“Não tem como a prefeitura estar dando um dia a mais para os feirantes no atual momento, sendo que estamos restringindo várias atividades comerciais de outros segmentos. Seria injusto com outros segmentos a Prefeitura liberar um dia a mais para os feirantes”, explica o secretário. “Se os feirantes acharem que é melhor continuar no domingo, tudo bem. Trabalha-se sábado e domingo. A prefeitura só não pode autorizar um dia a mais de funcionamento em detrimento de outros setores que estão sendo restringidos”. 

Assista ao vídeo: