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‘Não me representa’, diz Anitta sobre manchete de revista

A cantora não gostou da abordagem utilizada pela revista, cuja manchete afirma que Anitta "contra-atacou" as acusações de apropriação cultural

Anitta, 24, estampa a revista “Marie Claire” de fevereiro. Contudo, a cantora não gostou da abordagem utilizada pela revista, cuja manchete afirma que Anitta “contra-atacou” as acusações de apropriação cultural recebidas após o lançamento de “Vai Malandra“.

Por meio de seu Instagram, Anitta afirmou que a chamada de capa não a representa, sendo criada apenas para despertar polêmica. Ela diz não ter tido a intenção de se apropriar culturalmente, mas que não rebate às críticas e respeita a opinião alheia.

“‘Marie Claire’, não posso deixar de registrar e afirmar que esta chamada de capa não me representa. Não ‘contra-ataquei’ ninguém durante a minha entrevista. Muito menos tive essa intenção quando tratamos sobre esse assunto. Assim como nunca quis me apropriar culturalmente, nem magoar ou ofender ninguém com as tranças e trabalhos que já fiz. Essa sempre foi a minha postura diante desse assunto”, escreveu ela.

“Na minha opinião essa afirmação criada para a chamada de capa não traduz nosso papo e desperta uma polêmica como se eu tivesse um sentimento ruim sobre acusações. Eu não tenho. Defendo o direito de cada um a ter sua opinião, seja ela igual ou não à minha. Utilizo tudo isso para aprender diariamente a ser melhor e a respeitar o outro.” A cantora ainda afirma ter amado o convite para posar para a revista e que não desmerece o resultado final, mas que não poderia deixar de esclarecer este ponto.

Marie Claire, não posso deixar de registrar e afirmar que esta chamada de capa não me representa. Não “contra-ataquei” ninguém durante a minha entrevista. Muito menos tive essa intenção quando tratamos sobre esse assunto. Assim como nunca quis me apropriar culturalmente, nem magoar ou ofender ninguém com as tranças e trabalhos que já fiz. Essa sempre foi a minha postura diante desse assunto. Falamos sobre outros temas durante as longas entrevistas para esta capa, que ainda não li e vi por completa. Na minha opinião essa afirmação criada para a chamada de capa não traduz nosso papo e desperta uma polêmica como se eu tivesse um sentimento ruim sobre acusações. Eu não tenho. Muito pelo contrário. Defendo o direito de cada um a ter sua opinião, seja ela igual ou não à minha. Utilizo tudo isso para aprender diariamente a ser melhor e a respeitar o outro. Eu amei o convite, adorei fazer as fotos e tive o prazer de trabalhar com uma equipe criativa e alto astral. Admiro cada profissional da publicação, muitos deles meus amigos. Não desmereço o resultado lindo das fotos mas não poderia deixar de esclarecer esse ponto.

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Em 2017 a cantora investiu em sua carreira internacional com o projeto “Check Mate“. Lançando um clipe por mês a partir de setembro, a cantora emplacou quatro hits, dentre eles “Downtown”, com o colombiano J. Balvin e o polêmico “Vai Malandra”, gravado no Morro do Vidigal, no Rio.

Em agosto, Anitta apareceu com tranças, bronzeada, usando um biquíni de fita isolante preta, em cima de uma laje no Morro do Vidigal. A foto dos bastidores do clipe “Vai Malandra” foi apontada como prova de “apropriação cultural”.

“Cresci na favela usando shortinho e tomando banho de sol na laje. Só não tinha ainda a fita isolante” disse a cantora à revista “Marie Claire”. Anitta também contou que a família do pai é negra e mineira e a da sua mãe é paraibana, afirmando que é filha de uma mistura. “Temos que nos unir e não dar ouvidos a opiniões que só nos separam.”