Estelionato

Namorada de detento, filha e amiga são presas por participação em golpe

Uma delas foi flagrada no momento em que sacou R$ 1,3 mil que vítima havia depositado para um suposto sobrinho


Thais Lobo
Do Mais Goiás | Em: 22/05/2019 às 18:11:54

Foto: PCGO/Divulgação
Foto: PCGO/Divulgação

Não tivesse procurado a Polícia Civil, uma moradora de Hidrolândia teria ficado sem R$ 4,5 mil após cair em um golpe aplicado pelo telefone conhecido como “bença tia”. Três mulheres, entre elas a namorada de um detento, que mesmo preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia estaria aplicando o golpe, foram presas.

Luciene da Silva Campos, que já tem passagens criminais, foi presa dentro de um banco em Aparecida de Goiânia logo após conseguir sacar R$ 1,3 mil. Como a agência já havia sido procurada por uma correntista que contou ter repassado R$ 4.500 de forma indevida para um golpista, que se apresentou como um sobrinho dela que teria quebrado o carro durante uma viagem, os agentes do 3º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia já estavam dentro do banco quando Luciene Campos chegou.

Após o flagrante, os agentes foram até a residência da suspeita, em Hidrolândia, e prenderam a filha dela, Juliana Silva Souza, e Maria Isabel Silva Pinto. Segundo a polícia, as três emprestavam contas para que o namorado de Luciene, José Carlos Pereira de Menezes, que cumpre pena por estelionato, pudesse depositar o dinheiro oriundo dos golpes.

Luciene, Juliana e Maria Isabel foram autuadas em flagrante por formação de quadrilha, estelionato, e tráfico de drogas, uma vez que os agentes encontraram, na casa em que elas estavam, 18 porções de maconha já prontas para a comercialização, uma balança de precisão, e munições de pistola calibre 380. José Carlos, que segundo a polícia teria feito vítimas também em São Paulo, Minas Gerais, e no Distrito Federal, foi indiciado por estelionato e formação de quadrilha.

“O que estas pessoas precisam entender é que, ao emprestarem contas para ganhar R$ 300 ou R$ 400 estão cometendo um crime grave, vão sujar o nome, e pagarão pelo menos 10 vezes mais para um advogado acompanhar o processo e tentar tirá-las da cadeia”, alertou o delegado Divino Batista, titular do 3º DP de Aparecida de Goiânia.

Foto: PCGO/Divulgação