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Nadador goiano ganha nova chance de disputar vaga nas Olimpíadas de Tóquio

Goiano irá concorrer a uma vaga na Maratona Aquática, de 10 km, em Setúbal, Portugal

Diogo Villarinho. Foto: Ricardo Sodré/MTC

O goiano Diogo Villarinho, de 27 anos, terá uma nova chance de ir para as Olimpíadas de Tóquio, desta vez na Maratona Aquática. O atleta irá substituir Guilherme Costa, que pediu dispensa do Pré-Olímpico, que irá ocorrer em Setúbal, Portugal. Assim o nadador terá a chance de ir atrás do sonho olímpico nos 10 km. Diogo já havia disputado o Pré-Olímpico em piscinas, na disputa dos 1500m, mas não conseguiu a vaga.

Apesar de nos últimos anos ter dividido as atenções entre as provas de piscina e a maratona aquática, Diogo Villarinho é fã das provas mais longas e foi onde teve um de seus principais resultados. Em 2015, o goiano foi medalha de Prata no Mundial de Kazan, na prova de 5km, mista.

“Maratona sempre foi meu esporte principal, desde 2011, que sempre me especializei e tive meus melhores resultados internacionais. Depois da seletiva do Rio, fiz um ano me especializando em piscina, nos 1500m, porque era uma oportunidade para me classificar. Fiquei um pouco dividido. Em 2019 veio a classificação para o mundial na piscina e na maratona. Foi uma realização pessoal gigantesca”, disse o goiano.

No pré-olímpico de Setúbal, que será realizado nos dias 19 e 20 de junho, serão 15 vagas olímpicas distribuídas para países diferentes. Os 10 primeiros colocados de países diferentes garantem vaga direta, já as outras vagas serão divididas dependendo dos critérios. O Brasil, além de Diogo Villarinho, também terá Alan do Carmo disputando uma chance olímpica e os dois irão treinar juntos para tentar a vaga para o país.

“Agora a preparação será com foco total na maratona. Vou fazer um Training Camp no Rio de Janeiro com o Alan do Carmo. Vamos treinar juntos, vamos tentar somar para tentar conquistar a vaga para o Brasil”, disse Diogo, que atualmente faz parte da equipe do Minas Tênis Clube.

O sonho olímpico de Diogo Villarinho vem desde criança e com a inspiração de um conterrâneo, o ex-nadador Carlos Jayme, medalha de bronze em 2000, no revezamento 4×100, em Sydney. “Conseguir essa vaga seria meu sonho de criança. Quando eu tinha 8 anos, o Carlos Jaime foi para as olimpíadas, ele treinava no Zitti, clube que meu pai dava aula. Eu via o Carlos como uma inspiração e desde de pequeno queria ser igual ele, superar os feitos dele. Para mim seria a realização de um sonho pessoal”, completou o nadador.