Desfecho infeliz

Mulher esfaqueada pelo ex-marido em Bela Vista morre no HGG

Em nota, hospital informou que Maria Joicevania da Silva, internada no local desde 7 de fevereiro, parou de responder aos tratamentos

Cidades

Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 26/02/2020 às 18:55:24

(Foto: Divulgação/Conselho Tutelar)
(Foto: Divulgação/Conselho Tutelar)

Esfaqueada pelo ex-marido no último dia 13 de dezembro, em Bela Vista de Goiás, Maria Joicevania da Silva Rocha morreu na terça-feira (25), no Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG). Inicialmente, a paciente estava em outra unidade de saúde, que não foi informada por questão de segurança. No HGG, ela deu entrada em 7 de fevereiro, 57 dias após o incidente, com quadro de hemorragia grave.

Após ser acompanhada pelas equipes de cirurgia vascular, cirurgia do aparelho digestivo, nefrologia e clínica médica do local, ela foi encaminhada à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde permaneceu até sua morte, na terça. “A paciente estava internada na UTI e foi a óbito nesta terça-feira, 25 de fevereiro, após não responder mais aos tratamentos”, informou nota do HGG. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Caso

O ex-marido da vítima, um homem de 26 anos, foi preso em flagrante na data do crime. Além de Maria, ele atingiu também a tia da vítima, dentro do Conselho Tutelar de Bela Vista de Goiás.

À época, a conselheira tutelar Lilian Magalhães informou ao Mais Goiás que a confusão aconteceu no momento em que o suspeito visitava o filho, de 7 anos de idade. Segundo ela, o homem, que mora em Tocantins, foi ao município para ver o menino antes de voltar à terra natal.

Como ele não sabia o endereço da vítima, procurou ajuda no Conselho Tutelar, que intermediou o encontro. Durante a reunião familiar, a mãe da criança mostrou uma conversa com tom de ameaça do homem, que ficou agressivo e iniciou uma discussão.

Logo após isso, ele desferiu diversos golpes de faca na mulher. Ela foi atingida no abdômen e nas costas. A tia da vítima foi ferida na mão. Ele fugiu, mas foi preso, em seguida. O Mais Goiás tentou contato com o delegado responsável pelo caso, Antônio André, mas não obteve retorno.