Mulher é enganada por golpista que finge ser Leonardo DiCaprio, no DF

Ela transferiu US$1,5 mil para um banco norte-americano que equivale a R$ 6 mil


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 08/11/2019 às 15:42:34

A mulher transferiu US$1,5 mil para um banco norte-americano que equivale a R$ 6 mil (Foto: Sang Tan/AP)
A mulher transferiu US$1,5 mil para um banco norte-americano que equivale a R$ 6 mil (Foto: Sang Tan/AP)

Uma mulher de 60 anos foi enganada por um golpista que se passou por um dos mais famosos atores de Hollywood, Leonardo DiCaprio. O caso aconteceu em Águas Claras (DF). O homem aplicou um golpe na vítima: ele a convenceu realizar uma transferência de US$1,5 mil para um banco norte-americano com o pretexto de que seria um investimento em uma pesquisa. O valor equivale a R$ 6 mil. Ciente do caso, a Polícia Civil (PC) tenta identificar o autor do crime.

A investigação está em fase inicial, no entanto, a polícia ouviu a mulher, que é uma aposentada engajada em causas ambientais. O envolvimento dela com o meio ambiente foi uma brecha para o golpe, já que DiCaprio também é ativista nesse âmbito.

O golpe

O contato entre os dois aconteceu por meio de uma rede social. A aposentada ainda relatou à polícia que o homem usava um perfil falso, com fotos, textos e vídeos do ator. As primeiras conversas foram em inglês.Depois, sugeriu que trocassem mensagens pelo WhatsApp e mandou para ela um número com código de área norte-americano.

A mulher ainda contou que o falso DiCaprio disse que estava trabalhando em projeto de desenvolvimento de um veículo antipoluente. Ele teria perguntado se a aposentada tinha interesse em investir na ideia. E ainda: que uma série de pessoas envolvidas com ambientalismo participariam da arrecadação. Ela aceitou a proposta e transferiu US$ 1,5 mil para uma conta do Bank of America, nos Estados Unidos.

Algum tempo depois, a mulher recebeu um e-mail do homem solicitando mais US$ 3,5 mil, o que a deixou desconfiada. Ela, então, procurou a Polícia Civil e foi informada do golpe. Em entrevista ao site Metrópoles, o chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Giancarlos Zuliani, contou que os primeiros passos de uma investigação que apura essa modalidade de golpe é identificar o ponto de onde partem as mensagens e o local, de fato, onde se encontra o criminoso. Após a mensagem por e-mail, o golpista não manteve mais contato com a vítima.

*Com informações do site Metrópoles