CONFUSÃO

Mulher denuncia que teve braço quebrado por PM e é presa em Anápolis

Ela teria xingado os policiais dizendo "são uns cachorros mesmo". Mãe e pai de jovem também foram detidos por desacato e lesão corporal; os três continuam presos


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 24/09/2019 às 16:28:28

Mulher denuncia que teve o braço quebrado por PM em Anápolis. Ela e os pais foram presos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Mulher denuncia que teve o braço quebrado por PM em Anápolis. Ela e os pais foram presos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma jovem de 18 anos denuncia que policiais miliares quebraram o braço dela na noite da última segunda-feira (23) no Residencial das Flores, Anápolis. Elaine Nerys de Araújo disse que foi abordada por quatro agentes e que um deles puxou o braço dela. Após a interferência dos pais da jovem, Marcilene Nerys Viana, 40 anos, e Lázaro Bueno de Araújo, 48, os três foram detidos por desacato.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a equipe estava em uma ocorrência de apreensão de um veículo, quando foi xingada por Elaine, que disse: ‘esses policiais são uns cachorros mesmo’. Os PMs tentaram aborda-la, mas ela correu.

“Ao ser alcançada, no momento em que se iniciaria a abordagem, o pai de Elaine começou a desferir socos e pontapés em um dos agentes. A mãe da jovem agrediu fisicamente os policiais com um pedaço de madeira. Foi necessário o uso de força, com técnicas de imobilização para contenção, algemamento e desarme dos pais da abordada e segurança dos militares”, lê-se na ocorrência.

Segundo a corporação, Elaine puxou um dos PMs pelas cotas e os dois caíram no chão. “Como ela já estava com um braço imobilizado, caiu em cima do outro. Elaine e os pais foram encaminhados à delegacia e autuados pelos crimes de lesão corporal contra funcionário público e desacato“, afirma a PM.

A polícia informou que os três possuem ficha criminal: Lázaro Bueno por furto, Marcilene Nerys por estelionato, e Elaine Nerys por posse de drogas. Após a prisão da família, foi estipulada fiança, que ainda não foi paga. Os três continuam detidos no Centro de Inserção Social Monsenhor Luiz Ilc e aguardam por audiência de custódia.