Jessica Santos
Do Mais Goiás

MP investiga fraudes em licitações e desvio de dinheiro público em Itaberaí

Deflagrada nesta quarta-feira (7), a operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Itaberaí, Goiânia e Aparecida

O MP-GO realiza operação que investiga fraudes em licitações de obras e desvio de verbas na administração pública de Itaberaí. (Foto: divulgação/MP)

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) realiza, na manhã desta quarta-feira (7), operação que investiga fraudes em licitações de obras, desvio de verbas públicas e lavagem de capitais na administração pública de Itaberaí. Denominada Esculápio, a operação cumpre 13 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão temporária nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Itaberaí.

De acordo com informações preliminares do MP, o objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa instalada no município. O grupo, conforme expõe o órgão, é suspeito de postergar indevidamente as obras de reforma e ampliação do Hospital Municipal Dr. Gilberto da Silva Caldas.

Também são investigados crimes que vão desde as fraudes nas licitações das mencionadas obras, até o desvio de verbas públicas municipais e a lavagem de capitais. Além dos mandados de busca e apreensão e prisão temporária, foi determinado o bloqueio de bens dos supostos integrantes do grupo.

(Foto: divulgação/MP)

Estrutura precária

Um relatório técnico da Superintendência de Vigilância em Saúde do Estado de Goiás (Suvisa) mostra que, mesmo após o início das obras, e em situação bastante precária, o hospital continuou fazendo internações. Além de uma estrutura física incompatível com as atividades realizadas no estabelecimento, havia pacientes graves aguardando vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em um local sem as condições mínimas exigidas pelo Ministério da Saúde.

Para a Suvisa, “o estabelecimento não possui condições estruturais e funcionais para a realização de um serviço de saúde”, o que se agravou, ainda mais, com a pandemia do novo coronavírus.

Conforme apurado pelo Ministério Público, uma das prováveis causas para a postergação na conclusão das obras do hospital foi o direcionamento dos exames de raio X, ultrassonografia e mamografia para uma clínica particular da cidade. A Prefeitura teria efetuado pagamento de R$ 1,8 milhão por tais exames, além de R$ 453 mil referente à mão de obra de quatro técnicos de enfermagem, no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2018. Os valores são superiores ao da própria obra, orçada inicialmente em R$ 2.187.970,00.

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