Cidades

MP denuncia mãe que matou filha após o parto, em Aparecida de Goiânia

De acordo com órgão, mulher admitiu que matou a filha, mas não alegou a motivação e que ficou em estado de choque após o crime


Joao Paulo Alexandre

Do Mais Goiás | Em: 15/05/2019 às 17:42:48


Sede do MP-GO (Foto: Divulgação / MPGO)
Sede do MP-GO (Foto: Divulgação / MPGO)

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou, nesta terça-feira (14), uma mulher, de 25 anos, por matar a filha recém-nascida em Aparecida de Goiânia. O documento foi protocolado pelo promotor substituto Spiridon Nicofotis Anyfantis, da 5ª Promotoria de Justiça da comarca, à 4ª Vara Criminal da cidade.

De acordo com a denúncia, o crime aconteceu no último dia 24 de abril. Na ocasião, após dar a luz sozinha dentro de casa, a mãe enrolou a criança em um lençol, colocou dentro de uma embalagem plástica e a arremessou para um lote baldio. Porém, no primeiro momento, a mulher acertou a criança contra o muro, o que lhe causou traumatismo cranioencefálico.

A morte foi constatada por médicos da Maternidade Marlene Teixeira após a mesma ser encaminha à unidade, que acionaram a polícia ao notarem que a criança apresentava sinais de ferimentos pelo corpo. Na época do crime, ao delegado Henrique Berocan, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a mulher não soube dizer a motivação do crime e entrou em estado de choque após o ocorrido.

No depoimento, ela destacou que sentiu contração por volta das 2 horas da manhã. Horas depois, ela ficou em pé ao lado da cama, a bebê nasceu e caiu no chão do quarto. Ela destacou que a mãe teria contado o que fez a uma irmã, após 14 horas do crime. Os próprios familiares encontraram a criança no lote.

O MP destacou que solicitou a folha de antecedentes criminais atualizada da jovem e a expedição de certidão pelo cartório distribuidor, com informações sobre a possível existência de processos criminais contra ela. O órgão também pediu a inclusão a inclusão dos dados do processo no Sistema Nacional de Informações Criminais (Sinic) e que a família da mulher passe por acompanhamento no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) após protocolação de ofício à Secretaria de Assistência Social de Aparecida de Goiânia.