Reivindicação

Alunos e servidores organizam paralisação na UEG, em Palmeiras de Goiás

O ato ocorrerá nesta quarta-feira (3). Docentes, discentes e técnicos administrativos reivindicam melhorias na universidade


Juliana França
Do Mais Goiás | Em: 02/10/2018 às 17:39:48

Universidade Estadual de Goiás (UEG), unidade de Palmeiras de Goiás. (Foto: Divulgação)
Universidade Estadual de Goiás (UEG), unidade de Palmeiras de Goiás. (Foto: Divulgação)

Docentes, discentes e técnicos administrativos estão organizando uma paralisação no Campus Palmeiras de Goiás da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O ato ocorrerá nesta quarta-feira (3) a partir das 8h30.⠀

O grupo reivindica melhorias na Universidade, principalmente em relação à infraestrutura. Segundo um professor, que preferiu não ser identificado, a estrutura física da instituição está precária. “Falta manutenção em bebedouros, computadores e microscópios. Muitas salas de aula estão com janelas estragadas e lâmpadas queimadas. Além disso, faltam utensílios básicos, como papel higiênico, produtos de limpeza e até papel para impressão de provas”, disse.

Outra reivindicação é em relação ao atraso no pagamento dos bolsistas da Universidade e das diárias aos servidores. Em reunião realizada no último dia 27, os servidores explicaram a situação aos estudantes, que se posicionaram a favor dos professores e técnicos administrativos. “A paralisação foi uma decisão unânime por parte dos alunos”, disse uma estudante de Agronomia, que também preferiu continuar no anonimato.

Entenda o caso

No dia 1º de setembro, professores e servidores de diversos câmpus da UEG se reuniram em uma Assembleia Geral para discutir a questão e buscar soluções. Foi elaborada, então, uma carta com todas as reivindicações solicitadas tanto por docentes e técnicos quanto por discentes. O documento foi enviado ao reitor da universidade, professor Haroldo Reimer, no último dia 11.

Uma semana depois, o reitor enviou uma resposta, de 11 páginas, não favorável às questões solicitadas. Reimer disse ainda que o momento político não é o mais adequado para a realização de greve, “visto que se está no meio de um acirrado processo eleitoral e que várias pautas, mesmo sendo justas, deveriam ser tratadas com o chefe do poder executivo estadual que sair vitorioso das eleições”, escreveu. Segundo o reitor, o problema não é de gestão da UEG, mas de uma limitação orçamentária que não atinge somente a universidade.

Por nota, a UEG informou que as reivindicações dos manifestantes do Campus Palmeiras serão analisadas assim que forem remetidas formalmente à direção do campus. “A UEG se coloca à disposição para sanar quaisquer dúvidas, além de manter o diálogo aberto, entendendo que o direito à livre manifestação é prerrogativa de uma sociedade democrática”, diz o texto.

Mais do mesmo

Esta não é a primeira paralisação em prol de melhorias na infraestrutura da instituição. No último dia 20, os estudantes do Campus de Itumbiara também paralisaram as atividades. Entre as reivindicações estavam a construção da pista de atletismo e o novo laboratório de anatomia humana.

Eles reclamaram ainda sobre o transporte coletivo, que não consegue atender às demandas dos estudantes, e a falta de um Restaurante Universitário no local. Além de Itumbiara, houve paralisações nos campus de Iporá e Porangatu.

*Juliana França é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo