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Movimento #ForçaAranha ganha apoio após internação de ex-goleiro por covid-19

O ex-goleiro foi internado no dia 5 de junho, no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre, Minas Gerais

Foto: Fabio Leoni/ PontePress

A internação do ex-goleiro Aranha na UTI no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG), por complicações da covid-19, está mobilizando torcedores, fãs e os clubes pelos quais ele passou. Ponte Preta, Santos e Atlético-MG apoiam a hashtag #ForçaAranha nas redes sociais. A mulher do ex-goleiro, Juliana Aquino, pede orações. “Peço oração, o Aranha é guerreiro, tenho muita fé que logo ele vai estar em casa de volta”, disse Juliana

Segundo o agente do ex-jogador, Jurandir José Pereira Martins, Aranha está evoluindo bem desde que foi internado no sábado, 5. O atleta de 40 anos não precisou ser intubado, mas a fisioterapia respiratória foi intensificada. Os pulmões apresentam 50% de comprometimento. As informações sobre o estado de saúde serão atualizadas no final da tarde desta sexta-feira, 11.

Aranha teve carreira marcante no futebol brasileiro, dentro e fora de campo. Pelo Santos, o goleiro conquistou a Libertadores de 2011 e a Recopa Sul-Americana, em 2012. Em 2015, conquistou a Copa do Brasil pelo Palmeiras, antes de encerrar sua trajetória no Avaí, três anos depois.

Mário Lúcio Duarte Costa ficou marcado como vítima de um dos casos de maior repercussão de racismo no futebol brasileiro. Na Arena do Grêmio, em 2014, quando defendia o Santos, o goleiro foi alvo de ofensas racistas por parte de torcedores do tricolor gaúcho em um jogo da Copa do Brasil. O caso tomou proporção nacional, e o Grêmio acabou excluído do torneio.

Os quatro torcedores acusados de racismo – Patricia Moreira, Eder Braga, Fernando Ascal e Ricardo Rychter – tiveram de comparecer a uma delegacia, por 10 meses, nos dias de jogos do Grêmio, dentro ou fora de Porto Alegre. Os quatro só podiam deixar a delegacia um hora após o término da partida.

Aranha se tornou uma das principais vozes da luta contra a discriminação racial, convidado com frequência para dar palestras em escolas e instituições federais. “Acabei abrindo mão da minha carreira por conta dessa situação. Normalmente, eu não atendo programas esportivos. Não vou porque vão dizer que estou usando o tema para me promover. É uma inversão”, afirmou o ex-goleiro em entrevista exclusiva ao Estadão.