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Mourão diz que focos de temperatura alta, com 47 graus, nem sempre são incêndios

Vice-presidente sobrevoou áreas de Rondônia para avaliar situação; dados do Inpe indicam 921 focos em sete dias


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 23/09/2020 às 17:19:29

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do satélite de referência Aqua do Programa Queimadas, Rondônia soma 921 focos de queimadas entre 14 e 21 de setembro – 101 em terras indígenas e 19 em unidades estaduais de conservação. O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), contudo, disse que sobrevoou os locais na terça-feira (22) e que os focos de temperatura de +47º “não são necessariamente uma queimada ou incêndio”.

“Ontem, sobrevoei áreas de #Rondônia para avaliar focos de calor indicados pelo satélite do CENSIPAM. Tecnicamente, esses focos registram temperaturas de +47º e não são necessariamente uma queimada ou incêndio. Verifiquei pessoalmente”, escreveu no Twitter com as tags #QueimadaNÃO #ConselhoNacionalDaAmazôniaLegal. Ele não disse se viu queimadas durante o voo.

Alguns internautas reagiram. “Não precisamos mais de satélites caros e do inpe, fecha tudo e põe o Mourão pra ficar voando verificando, fica bem mais barato, né?”, escreveu um tom de deboche.

“Realmente vossa excelência está com a razão em ficar direto encima (sic) do problema das queimadas. A solução é vigilância 24 horas/dia e 365 dias no ano. Obrigado pela trabalho sempre diligente do nosso General Mourão”, defendeu outro.

Mais informações

Vale destacar que, conforme informações do Inpe, houve queda nos focos de queimadas em Rondônia em relação ao mesmo período do ano passado de 16,3%. Em 2019, neste momento, foram 1.101 pontos. Ainda assim, a região continua na 4ª posição nacional dos estados que mais tiveram detecção de focos de queimadas no período. Pará (3.388), Mato Grosso (2.641) e Amazonas (1.066) ocuparam as três primeiras colocações.

Já Censipam, palavra citada pelo vice-presidente, é a sigla de Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia. Em agosto, um satélite foi adquirido pelo Ministério da Defesa para o centro para “completar a cobertura” do Inpe, segundo Mourão.

O equipamento custou mais de R$ 145,3 milhões e tem o mesmo propósito já realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O preço supera em 48 vezes os recursos previstos no orçamento deste ano (R$ 3,03 milhões) para projetos de monitoramento da terra e de risco de incêndios.