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Motorista acusado de matar mulher em acidente de trânsito vai a júri popular

Caso aconteceu em 2016, na Vila Mauá; condutor fugiu, mas foi preso no mesmo dia e teve embriaguez constatada em exame de alcoolemia. Por outro lado, acusado afirmou que não tinha consumido bebida alcoólica e negou que transitava em alta velocidade

Um homem acusado de matar uma mulher atropelada há três anos, na Vila Mauá, vai a júri popular em Goiânia nessa quinta-feira (08). O crime aconteceu no dia 15 de outubro de 2016. Marco Aurélio Machado Malta é acusado de matar Gislaine Vieira dos Reis quando conduzia, embriagado, um veículo em alta velocidade. A sessão acontecerá no Fórum Criminal.

Gislaine foi atropelada quando estava acompanhada de seu esposo. Ela adiantou-se a seu companheiro para atravessar uma avenida e foi atingida pelo carro conduzido pelo suspeito. O motorista fugiu do local sem prestar socorro à vítima, mas acabou preso em flagrante no mesmo dia pela Polícia Militar (PM). O boletim de ocorrência registrou embriaguez de Marco Aurélio após exame no Instituto Médico Legal, à época do caso. Gislaine não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O motorista é acusado de homicídio doloso, quando há intenção de matar. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida da comarca de Goiânia, presidirá o júri popular. “O acusado afirmou ser verdadeira a imputação que lhe é feita. Entretanto, alegou que não estava em alta velocidade e que não estava embriagado”, frisou o juiz quando pronunciou o Marco Aurélio, em novembro de 2017.

O caso

O atropelamento aconteceu na Avenida das Bandeiras, na Vila Mauá, região sudoeste da capital, na madrugada do dia 16 em outubro de 2016. Segundo o boletim de ocorrência do caso, Gislaine Vieira estava atravessando a avenida a pé com o marido quando avançou alguns passos e foi atropelada pelo veículo conduzido por Marco Aurélio.

Após o acidente, o homem fugiu e acabou perseguido e preso por policiais militares. Foi registrado que ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas teve a embriaguez confirmada após exames no Instituto Médico Legal (IML).