Violência

Morre PM que matou esposa na frente do filho em Montes Claros de Goiás

Segundo a corporação, o militar foi encontrado enforcado, já sem vida dentro de um banheiro; Polícia Militar informou que vai apurar o fato


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 21/08/2019 às 12:00:32

(Foto: reprodução/redes sociais)
(Foto: reprodução/redes sociais)

Walter José Gonçalves foi encontrado morto, na manhã desta quarta-feira (21), em banheiro de presídio Polícia Militar (PM), em Goiânia. Segundo informações preliminares corporação, o cabo foi encontrado caído no chão do recinto, já sem vida, com um cordão enrolado no pescoço. Walter era investigado pelo crime de feminicídio, por matar a esposa com um tiro na cabeça ao não aceitar o fim do casamento. Crime ocorreu na noite do domingo (18), em Montes Claros de Goiás.

Em nota, a assessoria de imprensa da corporação confirmou o óbito e afirmou que será instaurado um procedimento para apurar as circunstâncias do fato. Militar estava na unidade prisional desde esta segunda-feira (19).

Naquele domingo (18), segundo a Polícia Civil (PC), a vítima e o filho do casal haviam acabado de sair da igreja e jantavam com alguns amigos em um estabelecimento, quando o militar chegou. Cabo Walter José Gonçalves e a esposa, Elinda Varanda de Carvalho Sobrinho, estavam se divorciando, porém, o militar  não aceitava o fim do casamento.

Relembre o caso

O policial chamou a mulher para conversar do lado de fora do local e, durante um acesso de fúria, disparou contra a vítima e fugiu. O filho do casal e os clientes do estabelecimento presenciaram toda a ação. A oficial de justiça, Elinda, chegou a ser levada a um hospital do município, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Entretanto, não havia registros anteriores de ameaças ou agressões por parte do suspeito.

Na segunda-feira, em entrevista concedida ao Mais Goiás, o responsável pelas investigações, delegado Ramon Queiroz, informou que Walter estava afastado da corporação há cerca de um ano por problemas psiquiátricos. Por este motivo, a arma de fogo da Polícia Militar (PM) havia sido recolhida pela corporação meses atrás. O armamento utilizado para o crime foi um revólver calibre 38, propriedade pessoal do militar.

“A PM foi acionada e conseguiu encontrá-lo. Ele ameaçava cometer suicídio. Dizia que ia atirar contra si. Depois de seis horas de negociações, o militar se entregou”, declara.

Feminicídio

Após atirar contra Elinda, o militar fugiu e se escondeu em uma mata da zona rural da cidade. Por volta de 4h de segunda-feira, o suspeito se entregou. Walter foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil (PC) para registro do flagrante. Em seguida foi conduzido para o Presídio Militar, em Goiânia.

Em nota enviada ao Mais Goiás, a Assessoria de Comunicação da PM confirmou o fato e informou que já instaurou um procedimento na Corregedoria da corporação para apurar os fatos. De acordo com o delegado, um inquérito policial foi instaurado para investigar Walter, que poderia responder na Justiça por feminicídio.