Luto na música

Morre Fernando Brant, escritor e compositor mineiro

A família confirmou a morte por volta das 21h40.





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O compositor Fernando Brant morreu na noite de ontem, em Belo Horizonte, aos 68 anos, de complicações decorrentes de uma cirurgia de transplante de fígado.

Submetido a uma primeira operação na terça-feira, o músico teve rejeição ao órgão e passou por um segundo transplante, na madrugada de ontem, no Hospital das Clínicas. A família confirmou a morte por volta das 21h40.

O velório teve início às 9h deste sábado, no Palácio das Artes e é aberto ao público. O enterro está marcado para às 16h30, no Cemitério do Bonfim.

Natural de Caldas, Fernando Brant nasceu em outubro de 1946. Formou-se em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mais tarde atuou como repórter da sucursal mineira da revista “O Cruzeiro”. Mas foi como músico e compositor que ele fez sucesso.

Na década de 1960, conheceu Milton Nascimento, seu principal parceiro em mais de 200 músicas. Em 1967, compôs sua primeira música, “Travessia”, que se tornou um hit nacional na voz de Milton Nascimento.

Bituca, como Milton é carinhosamente chamado no Clube da Esquina, ainda interpretou outros clássicos de Brant, como “Canção da América”, “Nos bailes da vida”, “Maria, Maria”, “Planeta blue”, “Promessas do sol”, “O vendedor de sonhos” e “Encontros e despedidas”, entre outros.