Do Mais Goiás

Morador que chamou porteira de ‘macaca’ teria ameaçado ex-síndica de morte em 2019

Segundo o relato da profissional, o homem disse que mataria a mulher e a família dela a tiros, após ficar bravo por um suposto defeito no elevador social

A esposa de Vinicius da Silva, homem que chamou uma porteira de ‘macaca’ no Jardim Goiás, saiu em defesa do marido no grupo do condomínio. (Foto: reprodução)
A esposa de Vinicius da Silva, homem que chamou uma porteira de ‘macaca’ no Jardim Goiás, saiu em defesa do marido no grupo do condomínio. (Foto: reprodução)

Os xingamentos e ofensas proferidos por Vinicius Silva, morador de um prédio no Jardim Goiás, em Goiânia, contra uma porteira do local não teriam sido os primeiros no condomínio. Em 2019, uma ex-síndica do prédio denunciou que foi ameaçada de morte pelo homem. A vítima também narrou ter sido alvo de insultos e xingamentos. À época, o suspeito negou os crimes. Os relatos constam em um Termo Circunstanciado de Ocorrência ao qual o Mais Goiás teve acesso na manhã desta quinta-feira (22).

No documento registrado na 8ª Delegacia Distrital de Goiânia, a ex-síndica narrou que Vinícius a ameaçou de morte, após ficar bravo por um suposto defeito no elevador social do prédio. Segundo o relato da profissional, o homem disse que mataria a mulher e a família dela a tiros.

Na ocasião, a ex-síndica informou que o morador arrombou a porta do próprio apartamento e postou fotos do ocorrido, além de enviar imagens da mão machucada em decorrência dos fatos. Relatou, ainda, que foi xingada de “vagabunda, puta, desgraçada”.

No registro, também é possível ler a versão dada pelo suspeito. À época, ele disse que reclamou com a profissional sobre o elevador estragado, mas que ela não teria tomado providências. Afirmou, também, que estava sem as chaves de casa, e, por isso, arrombou a porta, machucando a mão.

Ainda de acordo com o relato, o homem disse que cobrou a manutenção do equipamento de maneira rude, mas que não xingou a ex-síndica. “No entendimento do declarante, tal serviço deve ser prestado pela síndica do prédio e não pelos moradores que cumprem com sua obrigação de pagar o condomínio”, lê-se no documento.

Relembre

Toda a confusão começou porque Vinicius não quis seguir as regras do prédio onde mora. Ao Mais Goiás, o delegado Eduardo Carrara contou que estava em seu apartamento, quando, por volta das 18h, recebeu uma ligação do zelador do prédio informando o ocorrido. Na recepção do condomínio, a porteira relatou que um morador parou em frente a uma das garagens e acionou a buzina diversas vezes para que o portão fosse aberto.

A profissional, porém, afirmou que não abriu o portão, pois as regras do condomínio determinam que, caso o morador esqueça o controle de abertura, é necessário se deslocar até a portaria para fazer a identificação. Por não atender ao pedido do homem, a mulher foi vítima de insultos e injúria racial. Em um vídeo ao qual a reportagem teve acesso é possível ver o momento em que o morador chama a porteira de ‘macaca’ e ‘chimpanzé’.