Demissões

Mitsubishi Motors demite 400 funcionários de Catalão

Em nota, a empresa informou que os cortes foram motivas na queda de 21,4% nas vendas de automóveis entre janeiro e agosto.





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Cerca de 400 funcionários da montadora da Mitsubishi Motors de Catalão foram desligados da empresa. O anúncio foi feito no início da manhã desta sexta-feira (2/10) momento em que os funcionários chegavam para trabalha. Após o anúncio, funcionários da motadora fizeram uma manifesta em frente a empresa na BR-050.

Em nota, a empresa informou que os cortes foram motivas na queda de 21,4% nas vendas de automóveis entre janeiro e agosto. O que “impôs à MMC Automotores do Brasil um ajuste no quadro de colaboradores da fábrica de Catalão (GO)”.

“A montadora empreendeu todos os esforços possíveis para preservar o nível de emprego e prestará todo o apoio aos colaboradores desligados. A MMC, cujo capital é 100% nacional, acredita no futuro do país e na recuperação do mercado automotivo”, diz a nota.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (Simecat), foram desligados aproximadamente 400 funcionários da empresa, que possuía o quadro total de 2.500.

De acordo com o Simecat, assim que as demissões começaram, representantes sindicais já se mobilizaram e iniciaram protesto na porta da empresa. “Além de descumprir uma decisão legal, eles não tiveram responsabilidade social em relação aos funcionários”, afirmou a assessoria de imprensa.

Ainda de acordo com o Simecat, a empresa possuía um acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de manter os funcionários empregados até o último dia de setembro. No entanto, a partir de segunda-feira (04/10), os funcionários teriam férias coletivas e retornariam no dia 31 de outubro.

O Sindicato já está organizando novos protestos que serão realizados na segunda-feira (4), com o objetivo de fazer com que a Mitsubishi reintegre, pelo menos, uma parte dos funcionários.

“Se não houver possibilidade de reintegrar, a gente propõe alternativas, como pagamento de um salário e extensão de cesta básica por um ou dois meses, para não deixar essas pessoas, que são pais de família, sem condições de sustentar a família”, disse a assessoria.