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Ministério da Saúde trava cronograma preciso de Aparecida na vacinação

Envio errático de doses impede organização de imunização contra Covid por idade decrescente

Vacinação
Vacina contra Covid (Foto: Claudivino Antunes/Secom Aparecida)

Embora a vacinação por idade esteja avançada em comparação com outras cidades, o avanço da vacinação contra a Covid-19 por idade decrescente em Aparecida de Goiânia é emperrado pelo envio errático de doses pelo Ministério da Saúde. Diante da falta de um cronograma nacional de envio dos imunizantes, o município não consegue elaborar um cronograma próprio.

Até o momento, Aparecida aplicou 139.796 doses. Destas, 98.937 foram para a primeira dose e 40.859 para a segunda. Levando-se em conta a população do município, estimada em pouco mais de 590 mil habitantes, 16,76% da população está vacina com a primeira dose no município. Estudo realizado na cidade paulista de Serrana indica que com 75% de vacinados, a pandemia pode ser controlada.

No entanto, a própria Secretaria Municipal de Saúde não consegue determinar qual o prazo para atingir essa imunização coletiva para, finalmente, deixar a cidade livre dos piores efeitos da pandemia. Há dependência do envio de imunizantes pelo Ministério da Saúde e a tentativa de compra direta de vacinas naufraga na dificuldade de negociação junto a laboratórios e na própria escassez.

Cronograma

A coordenadora de Imunização da Secretaria de Saúde, Renata Cordeiro, aponta que a falta de um cronograma de envio da quantidade de doses e das datas dos envios impossibilita qualquer planejamento mais longo em relação à imunização contra a Covid-19.

Renata ressalta que o município, entretanto, vem conseguindo vacinar a população de forma eficaz, com boa adesão, até mesmo na segunda dose, ou seja, no reforço. “Houve duas semanas de paralisação da segundo dose em maio, justamente por falta de imunizantes. No entanto, no retorno tivemos uma adesão boa. Estamos vacinando pessoas com 58 anos e é possível que avancemos mais”, avalia.