Médicos de Anápolis confirmam greve a partir de sexta-feira (15)

Sindicato da classe afirma que executivo contratou, sem licitação, uma empresa para terceirizar serviços com valor superior a 18 milhões

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Secretaria Municipal de Saúde afirmou que uma possível greve soa distante da ideia de união e bom senso para o momento (Foto: Gislaine Matos)

A greve dos médicos que atuam nos hospitais públicos de Anápolis está mantida para esta sexta-feira (15). Ao Mais Anápolis, o Sindicato dos Médicos de Anápolis (Simea) informou nesta segunda (11) que não houve manifestação do Executivo a respeito das reivindicações da categoria e que, por isso, a paralisação é a saída. Mais de 250 profissionais concursados, credenciados e médicos do estado que atuam na cidade vão cruzar os braços.

“O Simea oficiou tanto o prefeito quanto o secretário de Saúde com disposição de planejar o trabalho nas unidades de saúde de urgência e emergência. Mas, até o momento, nenhuma manifestação”, diz o comunicado. A categoria elenca 21 reivindicações não atendidas, como salários defasados, retirada de gratificação e melhores condições de trabalho.

Contratação de OS: uma das justificativas para confirmação da greve  

No início deste mês, a prefeitura de Anápolis publicou no Diário Oficial a contratação, com dispensa de licitação, da Associação Beneficente João Paulo II para gerir o Hospital Alfredo Abrahão (HAA), no Jardim Progresso, com contrato estimado em R$ 18 milhões, durante seis meses. A organização social tem sede em Barreiros, cidade de Pernambuco. Os médicos não gostaram da notícia.

“A greve está mantida. O executivo contratou, sem licitação, uma empresa de Pernambuco, para terceirizar os serviços médicos por seis meses, pagando valor superior a 18 milhões. Deixou sucatear a estrutura da prestação de serviços médicos, sob a alegação de falta de verbas”, afirma o sindicado.

O Mais Anápolis entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde e aguarda um posicionamento. No dia 5 de outubro, a pasta afirmou que uma possível greve soa distante da ideia de união e bom senso para o momento, mas que o diálogo vai prevalecer “sobre quaisquer interesses”.