DANOS MORAIS E ESTÉTICOS

Médico é processador por deixar cair líquido fervente em paciente durante cirurgia

De acordo com a defesa, médico fez pouco caso da situação e chamou a vítima de “manhosa”


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 04/08/2020 às 17:38:45

Quadro, de acordo com os advogados, era de necrose em parte da pele e de infecção. (Foto: Reprodução)
Quadro, de acordo com os advogados, era de necrose em parte da pele e de infecção. (Foto: Reprodução)

Um médico é alvo de um processo judicial por danos morais e estéticos depois de, supostamente, deixar um líquido fervente cair na barriga de uma paciente durante uma cirurgia de retirada de apêndice. A vítima pede uma indenização no valor de R$ 30 mil ao médico responsável pela operação, Marçal Pedro Castro de Vasconcellos Júnior, uma vez que a cirurgia deixou uma enorme cicatriz na barriga, o que teria causado constrangimento no convívio social e no seu relacionamento conjugal.

De acordo com a defesa da vítima, o procedimento foi realizado em novembro de 2019 me um hospital no setor Marista em Goiânia. Durante a cirurgia, o médico teria manuseado o líquido “de forma displicente”, causando uma grande cicatriz no abdômen da paciente, além de “sofrimentos com dores terríveis e transtornos psicológicos”.

A defesa alega ainda que o médico foi fez pouco caso da situação, negando-se a atendê-la depois do ocorrido. Apenas após muita insistência o atendimento foi feito e uma medicação foi prescrita. Mesmo assim, o médico teria várias vezes chamado a paciente de “manhosa”. Além disso, ele não teria dado detalhes sobre a cirurgia, afirmando apenas que um erro tinha acontecido.

A vítima teve alta e foi para casa, mesmo reclamando de muitas dores. Ao retirar as ataduras e ver a queimadura, ela tentou ser atendida por Marçal novamente, mas não conseguiu e teve que procurar outro médico.

A defesa alega também que o segundo profissional identificou a gravidade da situação, receitou remédios e pediu que ela retornasse ao cirurgião, pois o caso era grave. Somente depois disso Marçal a recebeu. O quadro, ainda de acordo com os advogados, era de necrose em parte da pele e de infecção, de modo que um dreno teve que ser colocado para retirar o pus.

Em entrevista por telefone ao Mais Goiás, Marçal afirmou ainda não ter conhecimento do processo. “Eu me lembro do caso. Não esperava por esse processo porque ela está viva, bem e sem sequelas”, disse o médico. Ele afirmou ainda que não vai se pronunciar mais sobre a questão até que seja oficialmente notificado.