Resposta

Médico denunciado por assédio sexual no TJ fala sobre depoimentos e inquérito do MP

Para ele, denúncias são um movimento “orquestrado de servidoras” que tentam promover o “assassinato” de sua reputação. Sandré afirma que provará as “inverdades dos factoides” e que adotará "medidas judiciais cabíveis"


Hugo Oliveira
Do Mais Goiás | Em: 11/12/2018 às 12:49:20

Centro de Saúde do TJ, onde teriam ocorrido os casos denunciados (Foto: divulgação/Leitor Mais Goiás)
Centro de Saúde do TJ, onde teriam ocorrido os casos denunciados (Foto: divulgação/Leitor Mais Goiás)

Alvo de denúncias de assédio sexual, moral e de improbidade administrativa por parte de servidoras do Tribunal de Justiça (TJGO), o médico Ricardo Paes Sandré, ex-chefe do Centro de Saúde do referido órgão, decidiu se manifestar, depois que o Mais Goiás publicou matéria em que vítimas declaradas temem seu retorno ao serviço no próximo 19/12. Em nota, ele repudia as práticas a ele atribuídas e considera as denúncias uma “ação orquestrada” de uma minoria de servidoras na tentativa de promover o “assassinato” de sua reputação.

Para ele, as causas são relativas a decisões administrativas tomadas em colegiado e também se referem a “exigências simples” feitas no ambiente laboral. “[Se devem] ao choque de gestão implantado na direção no Serviço de Saúde do TJGO, a exemplo de exigências simples como cumprimento de horário (fiscalizado eletronicamente); desempenho pleno das funções médicas, inclusive em situações de emergência (frequentemente recusadas por médicos) ou gratificações concedidas por critério de mérito e pertinência com as funções”.

De acordo com Sandré, todas as decisões foram tomadas – colegiadamente, reforça – para atender a determinações superiores e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Por isso, ele alega ter se afastado espontaneamente das funções e, por iniciativa própria, pediu a instauração de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) destinado à sua própria investigação na Corregedoria do TJ.

(Foto: divulgação/TJGO)

Sobre o inquérito iniciado pelas denunciantes no Ministério Público, ele afirma jamais ter sido chamado a se manifestar. “[Nunca] me franquearam espaço para que pudesse expor minhas considerações ou exercer minha defesa. Ao contrário, somente através de um mandado de segurança pude ter acesso aos autos do procedimento destinado às investigações que, até o momento da decisão liminar, foram mantidos em sigilo em meu desfavor”.

Ele ainda sublinha que os depoimentos de servidores estão permeados de “fragilidades nítidas” e “inconformismos”, de forma que uma “série de outras provas e informações inexploradas demostrarão, em curto tempo, a existência “desse verdadeiro assassinato de reputação”. “As difamações, injúrias e até calúnias em meu desfavor tem refletido diretamente na integridade moral da minha família. Por esta razão, tão logo possa vir a me pronunciar na instância administrativa e judicial, provarei a inverdade destes factoides e adotarei medidas judiciais cabíveis”.

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