Cortes

MEC bloqueia R$ 32 milhões da UFG

Recursos seriam utillizados para a manutenção da instituição. Reitor avalia que funcionamento da universidade será inviabilizado com os cortes


Kayque Juliano
Do Mais Goiás | Em: 03/05/2019 às 14:53:34

Em meio à crise, a Universidade Federal de Goiás (UFG) poderá ficar isenta do recolhimento do ICMS no fornecimento de energia elétrica por quatro anos. (Foto: Reprodução/UFG)
Em meio à crise, a Universidade Federal de Goiás (UFG) poderá ficar isenta do recolhimento do ICMS no fornecimento de energia elétrica por quatro anos. (Foto: Reprodução/UFG)

A Universidade Federal de Goiás (UFG) informou nesta quinta-feira (2) que tem R$32 milhões congelados pelo governo federal. A verba corresponde a 30% do orçamento da instituição para custeio e investimento.

Os cortes nas universidades federais do país acontecem após as declarações do ministro da Educação Abraham Weintraub, em uma reportagem publicada pelo jornal Estado de S. Paulo. Do total do dinheiro bloqueado da UFG, R$ 27 milhões correspondem a verba de custeio, recurso utilizado na manutenção, como o pagamento de água, energia, alimentação e bolsa estudantil. O R$ 5 milhões restantes seria destinado ao investimento na instituição, para a construção de novos prédios ou compra de equipamentos.

O reitor da UFG, Edward Madureira, ressalta que a verba de custeio prevista para 2019 era de R$ 90 milhões e a de investimento, R$ 8,2 milhões. “Num orçamento já insuficiente para a gente fazer face aos compromissos já assumidos para o funcionamento da universidade, bloquear 30% decreta a absoluta inviabilização do funcionamento da universidade em algum período”, alerta o educador.

Segundo Madureira, a atitude do ministro mostra um profundo desconhecimento das universidades públicas, em especial as federais. “Nós estamos falando de instituições que respondem pela maior parte da pesquisa feita nesse país. Levantamentos mostram que as instituições públicas são responsáveis por mais de 90 % da pequisa e conhecimento do Brasil.”

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (Sint-Ifes), Fernando Cesar Silva da Mota, reforça que a UFG já enfrenta uma dificuldade de pagar suas contas e, com o corte, a situação vai piorar. “Esses cortes, além de prejudicar o funcionamento das instituições, atrapalha a estruturação e ampliação das instituições”, critica.

Na próxima terça-feira (7), as entidades estudantis se reunirão em uma assembleia geral para discutir o assunto. A categoria planeja um ato em defesa das instituições.