Eduardo Pinheiro
Do Mais Goiás

MDB não deverá punir vereadores do partido que ficarem na base, diz Daniel

Porém, partido deverá ficar na oposição ao Paço de agora em diante

Rogério Cruz ainda não definiu se comércio fecha na próxima semana
Rogério Cruz (Foto: Jucimar Sousa/ Mais Goiás)

O presidente do MDB, Daniel Vilela, disse em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (5) que os vereadores do partido que ficarem na base do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) devem arcar com as consequências “negativas e positivas” sobre a decisão de continuar. No entanto, a sigla não deve puni-los, embora prometa ficar na oposição ao Paço de agora em diante.

“A gente espera que eles fiquem trabalhando”, disse. “Vamos promover uma reunião para uma manifestação do partido. Penso eu que seus integrantes que não são mandatários do Legislativo d devem assumir uma postura de oposição construtiva e propositiva”, salientou.

O Mais Goiás já havia adiantado que a tendência do MDB na Câmara é que fique na base de Rogério Cruz. Sobretudo após o prefeito atender às demandas dos parlamentares, com indicações de pessoas ligadas a eles a cargos chave no Paço Municipal.

São vereadores do MDB: Clécio Alves, Dr. Gian, Anselmo Pereira, Henrique Alves, Kleybe Morais e Izidio Alves. A manutenção deles na base é de suma importância para a governabilidade de Rogério Cruz. Sobretudo por a sigla ter a maioria na Câmara e ocupar comissões importante, como a Comissão de Constituição e Justiça, Finanças e vice-presidência, por onde a maioria dos projetos de lei passam.

Daniel diz que a debandada da prefeitura não representa nenhuma divisão. Ele disse ter se reunido por duas vezes com a bancada dos vereadores e apresentado a situação. “Comuniquei aos vereadores desse desejo [de romper]. Eles têm a sua legitimidade. Eles devem fazer avaliação. Eles vão arcar com as consequências negativas e positivas disso. Não vai ser o partido que vai determinar isso”, continuou. No entanto, salienta que o futuro é quem julgará as ações de cada um.