Transporte

Marconi: “Trabalhamos muito e o Trem Goiânia-Brasília está se tornando realidade”

No final do mês passado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entregou para o governador o EVTEA do Trem Goiânia-Brasília


Thiago Burigato
Do Mais Goiás | Em: 13/03/2017 às 13:14:19

O Trem de Passageiros Goiânia-Brasília foi item da pauta de dezenas de reuniões da agenda de trabalho do governador Marconi Perillo em Brasília nos últimos anos (Foto: Humberto Silva)
O Trem de Passageiros Goiânia-Brasília foi item da pauta de dezenas de reuniões da agenda de trabalho do governador Marconi Perillo em Brasília nos últimos anos (Foto: Humberto Silva)

O Trem de Passageiros Goiânia-Brasília foi item da pauta de dezenas de reuniões da agenda de trabalho do governador Marconi Perillo em Brasília nos últimos anos, especialmente a partir do início do terceiro mandato (2011-2014). Desde então, o governador atuou com foco na formulação de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) que encontrasse modalagem de financiamento atraente para os investimentos, especialmente privados (nacionais e estrangeiros), para evitar percalços de estruturação como os encontrados pela proposta de trem unindo Rio de Janeiro e São Paulo.
No final do mês passado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entregou para o governador o EVTEA do Trem de Passageiros Goiânia-Brasília, que prevê investimento global da ordem de R$ 9,5 bilhões, dos quais R$ 7,5 bilhões pela iniciativa privada. O estudo é muito mais do que uma proposta de construção: é o primeiro passo efeitivo para a implantação do trem, explicou Marconi na 25a. edição do Governador Responde, na última sexta-feira. No quadro, o governador tira as dúvidas e atende às perguntas enviadas pelos seguidores do Governo de Goiás nas redes sociais.
“Alguns dizem que é difícil. Se eu não tivesse começado a tratar deste assunto lá atrás, no ano 2000, nós não teríamos agora o estudo de viabilidade técnica e ambiental pronto. Não estaríamos próximos do lançamento da PMI e do processo de licitação”, disse Marconi. Com o ETEA é possível realizar as audiências públicas com as comunidades dos municípios por onde o trem vai passar, aprovar o resultado da consulta pública no Tribunal de Contas da União (TCU) e em seguida abrir o processo licitatório.
“O mais importante é que o trem vai ser uma concessão privada. O dinheiro virá do setor privado. Eu falei com o presidente que nós temos agora que levar esse projeto para apresentar a quem tem dinheiro, ou seja, os chineses, os árabes orientais e outros investidores dos Estados Unidos para que eles venham aqui”, afirmou Marconi ao responder à pergunta de um internauta sobre os próximos passos de implantação do trem.