Do Mais Goiás

Marconi evita discutir reforma no primeiro escalão e foca na administração

Governador está concentrado no andamento das obras em execução e nas novas medidas de ajuste pactuadas com o governo federal na semana passada

Apesar do clima de forte ansiedade no Secretariado, o governador Marconi Perillo (PSDB) ainda não se debruçou sobre o xadrez das mudanças em seu primeiro escalão. Segundo seus principais interlocutores, o tucano está absolutamente voltado para o andamento da administração, acompanhando com lupa a execução do programa de governo e aproveitando para avaliar, com calma, o desempenho de seus auxiliares.

Certa mesmo até agora está a mudança no comando da Secretaria da Fazenda, para onde irá o presidente da Celg Par e da Celg GT, Fernando Navarrete, como resultado da saída de Ana Carla Abrão Costa. Como a mudança só se efetivará de fato em 31 de dezembro, quando Ana Carla voltará em definitivo para São Paulo, o governador não tem pressa para escolher o substituto de Navarrete na estatal – até porque está pra lá de satisfeito com a gestão dele na companhia, que terminará 2016 com R$ 150 milhões em caixa.

A reforma no primeiro escalão só será discutida a partir do final de dezembro e as eventuais mudanças devem ficar para o alvorecer de 2017, talvez até para fevereiro do ano que vem. A disputa nos partidos da base aliada do governo estadual recaem principalmente sobre os comandos da Secretaria de Desenvolvimento (SED) e da Secretaria Cidadã, comandadas, respectivamente, por Luiz Maronezi e Lêda Borges.

Interlocutores de Marconi disseram que, até agora, todos os rumores sobre mudanças nas duas pastas e, principalmente, sobre substitutos para Maronezi e Lêda não passam de mera especulação. Segundo esses palacianos, Marconi nem sequer revelou se vai trocá-los. “Claro que ele já tem em mente o que fará, mas está fechado em copas, porque sua prioridade total é a administrar em prol dos cidadãos e não da articulação política”, afirma um aliado.

A preocupação com a reforma no primeiro escalão saiu ainda mais do foco de Marconi a partir da semana passada, quando o governador assumiu boa parte da interlocução federal em torno das medidas de ajuste pactuadas entre os chefes de Executivo estaduais e o presidente da República, Michel Temer. Partiu de Marconi a proposta de reunião entre os Estados e o Planalto e também são de autoria dele os principais pontos das propostas a serem encaminhadas pelos Estados para apreciação nas Assembleias Legislativas.

Assim, a agenda administrativa se sobrepôs com força sobre a política, apesar de parte dos partidos da base do governo insistirem em especular sobre as mudanças no primeiro escalão. “A administração está caminhando bem, temos mais de 40 grandes obras em andamento e com elevado porcentual de execução. O importante agora, para o governador, é acompanhar o andamento dessas ações e manter a máquina funcionando bem, como de resto vem ocorrendo até agora”, diz um palaciano.