Visão Política

Marconi: “É tempo de liberdade, união, convergência e paz”

“Nós vivemos outros tempos. O tempo do ódio, o tempo das mágoas, dos coronéis, já passou. É tempo de liberdade, de convergência, de paz”, disse o governador




Em entrevista hoje de manhã a emissoras de rádio de Anápolis – Manchester, Imprensa e São Francisco – o governador exortou a classe política a uma convivência republicana, pautada pela superação de divergências partidárias em nome dos interesses maiores do Estado. “Nós vivemos outros tempos. O tempo do ódio, o tempo das mágoas, dos coronéis, já passou. É tempo de liberdade, de convergência, de paz”, disse Marconi, afirmando que está “completamente aberto” a essa visão política.

Por 25 minutos, em sua chácara na vizinha Pirenópolis, Marconi respondeu aos questionamentos dos repórteres enviados pelas três emissoras. Ao falar de temas específicos da realidade local, se comprometeu a ampliar as parcerias com o prefeito eleito Roberto do Órion, a exemplo do que faz hoje com o prefeito João Gomes. Cumprimentou os dois pela forma que se comportaram durante o processo eleitoral e enfatizou que a vontade popular deve sempre prevalecer.

Marconi disse que o Estado continuará a investir vultosos recursos na infraestrutura de Anápolis, garantindo a continuidade de obras estratégicas, como o Aeroporto de Cargas, a licitação da Plataforma Logística, a conclusão do presídio, o Centro de Convenções e o Anel Viário. Outro assunto abordado na entrevista foi a questão da água.

Segundo ele, a Saneago dará continuidade aos investimentos para ampliar a oferta de água tratada e esgotamento sanitário, principalmente com a interligação do sistema Piancó I ao Piancó II. Indagado sobre a proposta de municipalização do tratamento de água, feita pelo candidato vencedor da disputa local, Marconi afirmou que não se trata de um assunto simples, mas complexo, mesmo porque a Saneago já investiu centenas de milhares de reais na ampliação do saneamento básico na cidade. Disse que vai conversar “com toda abertura” sobre o assunto com o prefeito eleito Roberto do Órion, levando-se em conta também a opinião dos trabalhadores do Sindicato dos Urbanitários (Stiueg), “que é um sindicato forte e atuante”.

Ao analisar os resultados das eleições municipais em todo o País, avaliou que houve a consolidação do processo democrático no Brasil, evidenciando que não prosperou a “tese de golpe”.

Informou também que vai receber, agora em novembro, os prefeitos eleitos por Goiás coletivamente, em seguida os receberá em audiências individuais, que terão sequência em fevereiro do ano que vem. “Os prefeitos que quiserem ter sucesso terão que celebrar parcerias com os governos federal e estadual”, sublinhou.

Marconi ressaltou que é importante a união de todos os entes federativos, para enfrentamento conjunto da “mais grave crise econômica da história do Brasil”. Segundo ele, são poucos os estados que têm condições de honrar seus compromissos financeiros.

O governador explicou que, nestas eleições, tomou a decisão de priorizar a agenda administrativa, até porque “o papel do governador é governar”. Por isso, ressaltou, Goiás apresenta-se em condições melhores que outros estados da Federação em relação ao equilíbrio fiscal e aos indicadores econômicos.

A exemplo da coletiva à imprensa que concedeu ontem em Goiânia, respondeu aos repórteres anapolinos sobre a relação que terá com o prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende. Reafirmou que será a melhor possível, porque tanto ele quanto Iris são políticos amadurecidos. “O Iris tem 30 anos a mais de estrada rodada do que eu”, enfatizando que já enfrentou o prefeito eleito em seis embates eleitorais, mas sempre se comportaram como adversários políticos e sem nada no campo pessoal.  Também elogiou a coragem de Vanderlan Cardoso em disputar uma eleição difícil, como a de Goiânia, enfrentando um adversário “duro de ser batido”.

O governador ressaltou, por fim, que as portas do Palácio das Esmeraldas estarão “abertíssimas” para a celebração de parcerias com os prefeitos eleitos, sem qualquer discriminação partidária e visando sempre os interesses maiores de coletividade.

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