Sistema prisional

Marconi diz que Goiás precisa de presídios pequenos e geridos com mais eficiência

Em reunião do Programa Goiás Mais Competitivo e Inovador, governador reforçou a necessidade de reestruturação do Sistema Prisional




O governador Marconi Perillo comandou, no fim da manhã desta quarta-feira (25), reunião da força-tarefa do Programa Goiás Mais Competitivo e Inovador que discutiu mais ações e alternativas para combater a criminalidade no Estado. O assunto mais discutido pelos presentes foi a reestruturação do Sistema Prisional de Goiás. O governador reforçou três pontos que, segundo ele, precisam ser amplamente trabalhados: o tamanho dos presídios, o financiamento para a reestruturação e, principalmente, o sistema de gestão das unidades.

Ele anunciou que, especificamente na área da Segurança Pública, vai definir, nos próximos dias, investimentos em várias regiões do Estado e discutir a questão do sistema prisional com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Leobino Valente. O objetivo é abrir novas vagas pra reeducandos, reformular as atuais vagas e buscar fontes de financiamentos para os novos projetos.

O encontro foi no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, com as participações do vice-governador José Eliton, dos secretários de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita, de Segurança Pública interino, Coronel Edson Costa Araújo, e técnicos da Secretaria da Fazenda do Estado.

Marconi pediu aos secretários Edson Costa e Joaquim Mesquita que façam acompanhamentos e estudos para posteriores deliberações sobre a reestruturação dos presídios goianos e como gerir os que serão e estão sendo construídos. “Depois do que nós vimos nos presídios do Norte e do Nordeste o ideal é que tenhamos presídios pequenos. Também temos de definir o que faremos no presídio de Aparecida de Goiânia, porque não dá para continuar como está. Já designei ao Jayme Rincón (Agetop) a construção de um presídio em Planaltina. O atual sistema de gestão é delicado e tem que ser amplamente discutido”, reiterou.

Além da questão da reestruturação do sistema penitenciário, foram discutidos pontos importantes para o reforço da Segurança Pública no Estado: recursos para finalização das obras de presídios, ressocialização dos presos, construção do novo Complexo Prisional de Aparecida, composto por quatro unidades prisionais, e a ampliação da capacidade de vagas.

Também foram apresentadas pela Secretaria de Segurança Pública as metas alcançadas em 2016, entre elas estão a redução de homicídios, que ficou abaixo da meta estipulada, e de latrocínios. As estatísticas nos 23 primeiros dias deste ano mostram também a diminuição de todos os índices de crimes no Estado.