Movimento Brasil Central

Marconi deve ser escolhido como presidente do Consórcio Brasil Central

Em Brasília, no mês que vem, a tendência é que governador goiano seja escolhido pelos colegas para ser o primeiro a presidir o bloco





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O governador Marconi Perillo  (PSDB) deve ser confirmado como o primeiro presidente do Fórum de Governadores do Brasil Central na próxima reunião do Movimento Brasil Central (MBrC), no início de novembro, em Brasília.

“Não devemos ter dificuldades quanto a isso e já estamos fazendo a articulação junto aos demais componentes do bloco”, explicou o titular da Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan), Thiago Peixoto.

Os governadores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia e Distrito Federal participaram, na última sexta-feira (2/10) do quarto encontro do bloco, em Campo Grande (MS).

Com a aprovação das leis estaduais que criam o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central em quatro das seis unidades da federação, o instrumento já pode ser considerado como existente de fato (a previsão é de necessidade de aprovação de apenas maioria simples). Apenas Mato Grosso do Sul e Distrito Federal não aprovaram, mas os projetos foram enviados às respectivas casas legislativas.

Dessa maneira, com 100% de aprovação nos próximos dias no início de novembro, na reunião de Brasília, as unidades da federação já podem partir para a definição de nomes dentro da estrutura do consórcio. A tendência é que Marconi Perillo seja escolhido o presidente do consórcio. Primeiro, pelo fato de ser o governador com mais mandatos no grupo de colegas e de ser respeitado por isso. Depois, porque o MBrC nasceu em Goiânia oficialmente em julho deste ano. “O mais provável é que o governador Marconi Perillo seja o escolhido. É até o movimento natural”, entende Thiago Peixoto.

De sua parte, o governador goiano tem mantido o discurso de que está entusiasmado com o bloco político e econômico suprapartidário que reúne seis unidades da federação, quatro do Centro-Oeste e duas do Norte. “O movimento nasceu com objetivos claros, mas no início não poderíamos esperar que teríamos avançado tanto em tão pouco tempo. Não me canso de dizer o quanto estou entusiasmado com isso que estamos fazendo aqui. Vamos deixar um legado importantíssimo para a história”, explica Marconi Perillo.

O movimento nasceu de uma ideia compartilhada entre Thiago Peixoto e o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger. No final do ano passado, os dois se encontraram em na Universidade de Harvard, onde Mangabeira é professor e onde o goiano foi falar sobre os avanços educacionais de Goiás enquanto foi titular da Secretaria de Educação (o estado deixou os últimos e evoluiu para os primeiros lugares do Índice de Desenvolvimento da Educação – Ideb). “Descobrimos a ideia comum da possibilidade de criação de uma agenda de desenvolvimento a partir da região central do Brasil”, relembra Thiago.

No início deste ano, com Thiago na Segplan e Mangabeira na extinga Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), os dois voltaram a falar sobre o assunto. Em junho, durante um evento em Goiânia, Mangabeira sugeriu ao governador goiano que ele poderia assumir o papel de liderança na criação de um movimento regional desenvolvimentista. Marconi não só aceitou o desafio como determinou que Thiago Peixoto organizasse um encontro entre os governadores.

No início de julho, aconteceu em Goiânia o 1º Fórum de Governadores do Brasil Central. A reunião seguinte foi em Cuiabá, em agosto. Em Palmas, ocorreu a terceira região. Campo Grande sediou o quarto fórum. Existem encontros confirmados em Brasília e Porto Velho, respectivamente em novembro e dezembro. Além disso, uma reunião de encerramento e avaliação acontecerá em Pirenópolis na segunda quinzena de dezembro.