Ajuste Fiscal

Marconi: “Damos início a uma fase de muita prosperidade em Goiás”

Segundo o governador, os próximos dois anos serão de muito investimento em obras de infraestrutura, rodoviárias e civis, com valor aproximado de R$ 3 bilhões




Goiás superou a crise econômica, retomou o equilíbrio das contas e ocupa o primeiro lugar na geração de empregos, afirma o governador Marconi Perillo. O novo momento econômico é reflexo do ajuste fiscal realizado pelo governo estadual ainda em 2014, conforme disse o tucano em entrevista na tarde desta terça (23). “Damos início a uma fase de muita prosperidade em Goiás”, disse, ao ressaltar que os próximos dois anos serão de muito investimento em obras de infraestrutura, rodoviárias e civis, com valor aproximado de R$ 3 bilhões. Abaixo, os pontos abordados:

Investimento de R$ 3 bilhões

Com as contas equilibradas pudemos retomar o ritmo acelerado de obras que sempre foi marca das nossas administrações. E nos próximos dois anos e meio investiremos mais de R$ 3 bilhões em obras de infraestrutura, em obras rodoviárias e civis; em moradia, saneamento básico, estradas, hospitais, escolas, presídios, Cases. Daqui para frente serão só investimentos. Estamos dando início a uma fase de prosperidade em Goiás.

Foi graças ao ajuste que começou lá atrás e que mantivemos até hoje que conseguimos alcançar equilíbrio financeiro orçamentário, manter os incentivos fiscais e continuar a atrair indústrias e grandes empresas. Já no primeiro semestre deste ano tivemos uma execução orçamentária muito positiva. Nós gastamos bem menos do que tínhamos planejado e também arrecadamos muito mais do que estava previsto, e mais do que no ano passado.

Geração de empregos

Goiás ocupa o primeiro lugar na geração de empregos, de acordo com o Caged. Essa é a maior prova de que nosso Estado está sendo o primeiro a sair da crise econômica. Goiás teve saldo positivo de 16.500 empregos, disparado na frente do segundo colocado, Mato Grosso, que teve 5.500 empregos de saldo positivo. Todos os demais estados brasileiros tiveram saldo negativo, sendo que São Paulo, por exemplo, teve um saldo negativo de 150 mil empregos. Se nós despontamos na geração de empregos não foi porque sofremos menos os impactos da crise econômica. Ao contrário: nós nos antecipamos a ela e buscamos fazer o maior ajuste fiscal do país já no início de 2015.

Programas Sociais

Além dos investimentos em obras vamos retomar, também, a agenda de programas sociais. O Renda Cidadã foi ampliado de 50 para 70 mil famílias beneficiadas. Programas como o Passe Livre Estudantil e a Bolsa Universitária ganham um novo impulso. Neste semestre entregaremos, por exemplo, mais 5 mil novas bolsas.  E nesta gestão já conseguimos entregar obras importantíssimas, como o Hugol, o Credeq de Aparecida, a duplicação para Senador Canedo, para Bela Vista. Retomamos a duplicação para Goiás, de Nerópolis a Belém-Brasília, de Morrinhos a Caldas.  A Agetop trabalha na manutenção e conserva de 21 mil quilômetros de rodovias. Nós estamos investindo quase R$ 250 milhões na melhoria das nossas estradas. E no próximo ano vamos concluir a terceira fase do programa Rodovida Reconstrução, que compreende mais 2.100 quilômetros de estradas reconstruídas, mas também de estradas que estão sendo iniciadas.

Segurança Pública

Recentemente fiz a maior promoção dos oficiais da Polícia Militar de Goiás das últimas três décadas. Foram promovidos 208 policiais, sendo 15 deles para coronel. Eu e o secretário de Segurança Pública, o vice-governador José Eliton, conseguimos chegar a esse número mesmo em meio à crise econômica graças ao rigoroso ajuste fiscal que fizemos na máquina administrativa ainda no início de 2015, e que estamos fazendo até hoje. Mas, principalmente, concedemos as promoções como reconhecimento ao trabalho aguerrido da nossa polícia, como ratificação do compromisso do governo estadual com a corporação, que tem se esmerado muito para devolver a paz às famílias goianas.

Em Goiás, temos investido em inteligência. Temos uma grande central de Comando e Controle. A queda dos indicadores criminais dos últimos seis meses é significativa. Temos trabalhado para encontrar uma equação que nos garanta segurança em todos os cantos do Estado, mas reitero sempre que a gestão da segurança pública precisa ser mudada no país. Defendo a criação de um fundo e de vinculação de recursos da União, estados e municípios para fazer mais investimentos na área. Uma legislação mais dura, que impeça a reincidência dos crimes. É preciso, também, que o Brasil endureça a relação com os países que enviam drogas e armas para cá, de modo a dar um ultimato: se permitirem a entrada de drogas e armas não vai haver mais empréstimo do BNDES. Também é preciso fechar as fronteiras, colocar homens e mulheres das Forças Armadas para vigiá-las.

Inovação tecnológica

Acredito que dois grandes trunfos desta gestão são os programas Inova Goiás e Goiás Mais Competitivo. O Inova tem nos permitido unir a administração estadual, o setor empresarial e universidades. Já conseguimos provocar melhorias em áreas como o Ipasgo, a Juceg, na área da ciência e tecnologia. O Inova está sendo levado para toda a área de saúde e assim será em todos os setores do governo. Estamos trabalhando pela criação do programa Goiás Sem Fronteiras, que vai enviar estudantes universitários para universidades de todo o mundo para fazerem mestrado e doutorado, e também já fortalecemos as parcerias com as universidades públicas e privadas, com institutos de tecnologia e com o setor privado.

Competitividade econômica

Quanto à competitividade, vejo que nosso governo está caminhando para atingir a meta de inserir Goiás entre os Estados mais competitivos do país. As secretarias estão cumprindo suas metas de execução dos 15 programas prioritários que definimos quando criamos o Goiás Mais Competitivo, que nos ajudou a diminuir os impactos da crise e a sair dela com equilíbrio.

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