CORONAVÍRUS

Maracanã pode ser aberto ao público em outubro, com limite de 20 mil pessoas

Clubes terão que apresentar medidas preventivas para receberem um terço da torcida no Maracanã, Nilton Santos e São Januário


Agência O Globo
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Do Agência O Globo | Em: 09/09/2020 às 16:54:30

(Foto: Divulgação / Secretaria de Cultura RJ)
(Foto: Divulgação / Secretaria de Cultura RJ)

O Protocolo de biossegurança para o retorno do público aos estádios de futebol foi debatido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e o Complexo Maracanã na tarde desta terça-feira. No encontro, por videoconferência, participaram o presidente da Ferj, Rubens Lopes, Gutemberg Fonseca, da pasta de Ordem Pública (Seop), o CEO do Complexo Maracanã, Severiano Braga, entre outros ouvintes.

Segundo O GLOBO apurou, a reunião indicou que o retorno do público não deve acontecer em setembro, como inicialmente projetado. A perspectiva é envolver todas as autoridades e os clubes no debate para levar um terço da torcida de volta aos estádios a partir de outubro. No caso do Maracanã, a ideia é que esse número se aproxime dos 20 mil lugares ocupados. Mas as autoridades de saúde ainda trabalham com uma quantidade pouco acima de 10 mil.

O Flamengo deseja ter o Maracanã aberto ao público na segunda fase da Libertadores, em novembro, e já vinha articulando o retorno da torcida. A Conmebol informou que a fase de grupos será sem público em todos os países.

Como gestores do estádio, Flamengo e Fluminense vão apresentar, através da empresa Maracanã, um plano para receber o púbico parcial respeitando as regras de higiene já vistas no procotolo do Estadual.

Caberá ao Botafogo fazer o mesmo no estádio Nilton Santos, e ao Vasco para São Januário, ambos com capacidade inferior. A Ferj, então, vai levar esses estudos para a Prefeitura e para a CBF, que não participou do primeiro debate. A entidade máxima do futebol brasileiro só vai se envolver diretamente após sinal verde das prefeituras.

Os órgãos públicos que ainda serão chamados a opinar são a Polícia Militar, a Vigilância Sanitária e a CET-Rio. A questão do acesso aos estádios é vista como mais preocupante do que o público já dentro deles. Até o fim desta semana será marcado um novo encontro virtual com representantes de outros órgãos envolvidos em uma partida. A ideia é discutir a partir da próxima semana de forma constante o assunto.

De acordo com o médico Flávio Sá Ribeiro, professor da Uerj e também membro do comitê científico municipal, a definição de protocolos é importante para criar entre os torcedores o hábito do isolamento.

— Foi discutida a ideia da reabertura do Maracanã com uma quantidade bem pequena de torcedores para criar o hábito do afastamento social, enfatizar bastante isso com toda a segurança. Mas isso é uma coisa que precisa ser discutida primeiro com o estado e depois com os clubes, que serão os fiadores dessa proposta — explica.