"Fora Temer"

Manifestantes protestam no Centro de Goiânia contra o governo de Michel Temer

Ato foi articulado para o mesmo horário e local que o desfile da Independência, entre a Rua 3 e a Avenida Tocantins




O movimento “Fora Temer” reuniu cerca de 100 manifestantes na manhã desta quarta-feira (7) no Centro de Goiânia, para protestar contra o atual governo federal. O protesto foi articulado para o mesmo horário e local que o desfile da Independência, entre a Rua 3 e a Avenida Tocantins. Os participantes são em sua maioria ligados a movimentos sociais, sindicatos e à Central Única de Trabalhadores (CUT)

O ex-prefeito Pedro Wilson (PT) é um dos articuladores da manifestação. Ele afirma que o movimento tem como finalidade demonstrar o repúdio ao processo institucional de golpe. “Como é que tiram o mandato de uma presidente e não tiram os direitos políticos?”, questiona, fazendo inferência de que o processo de impeachment não teria tido como finalidade julgar o possível crime de responsabilidade de Dilma Rousseff.

Para o ex-prefeito, a data de hoje é simbólica para a luta política que os manifestantes estão encampando. “Hoje é 7 de setembro, Dia da Independência, e o Brasil só será independente de fato quando for uma pátria democrática, com participação e cidadania, por isso estamos gritando ‘Fora Temer’”, declara.

Rosa Flor, estudante de Geografia da Universidade Federal de Goiás (UFG), também acredita que o processo de impeachment de Dilma contraria os preceitos democráticos. “Não concordamos com o governo que está ai porque acreditamos que tenha havido um golpe, afinal, a presidenta foi eleita com os votos da população, ao contrário de quem ocupa o cargo hoje”, salienta.

Para ela, a melhor solução para o País hoje seria a realização de novas eleições. “Já que houve o impeachment, gostaríamos que no mínimo houvesse diretas já, outra eleição para o povo colocar quem o represente na presidência”, pontua.

No local do protesto, muitos manifestantes também levantam cartazes com pautas regionais, como críticas à proposta de transferência da gestão de escolas públicas para Organizações Sociais (OSs) ou para a Polícia Militar.

Um grupo menor também se reuniu entre as avenidas Anhanguera e Tocantins para protestar contra o presidente do Supremo tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Eles criticam o “fatiamento” da pena de Dilma Rousseff no processo de impeachment, que a deixou inabilitada a concorrer a cargos públicos por oito anos. 

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