Fabricio Moretti
Do Mais Goiás

Manifestação na Assembleia Legislativa discute atual situação do Basileu França

Representantes do Sintego se juntaram ao ato, que cobra ações referente a salários atrasados e as recentes demissões de professores do instituto

Durante a tarde desta terça-feria (04), servidores do Instituto Tecnológico de Goiás (Itego) Basileu França e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) fizeram uma manifestação pacífica em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Salários atrasados e recentes demissões são os principais pontos discutidos na ação.

O ato teve início às 13h, e está em discussão o retorno à greve dos professores, suspensa no dia 8 de novembro, data em que houve o acordo de que não haveriam demissões e que os salários em atraso seriam pagos até a data do dia 25/11. Porém, o acordo não foi cumprido e houveram demissões no período de conclusão do ano letivo.

Os professores solicitaram a atualização dos salários e encargos trabalhistas, o retorno imediato dos professores demitidos e a manutenção dos 5.000 alunos e a permanência do quadro de professores com 175 profissionais.

Várias apresentações artísticas foram realizadas durante toda a tarde de manifestação. Confira no vídeo.

Posicionamento

O Centro de Gestão em Educação Continuada (Cegecon), informou por meio de nota que “permanece à espera do repasse governamental, dos valores referentes à gestão dos institutos e colégios que estão sob sua responsabilidade“. O Cegecom esclarece que na última segunda-feira (03), foram informados pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento (SED), que na sexta-feira (07), devem ser liberados os recursos para quitar as folhas salariais dos meses de setembro e outubro.

No dia 20 de novembro, quatro professores do Basileu França foram demitidos. Em conversa com o Mais Goiás, Gabriel Coelho, um dos professores, diz ter sido informado que seu desligamento foi sem motivos. “Com certeza foi uma forma de retaliação pelos meus posicionamentos”, ressaltou o professor.

Sobre o caso, o Centro disse se empenhar para evitar o acúmulo de folhas sem pagamento e busca evitar paralisações e demissões. “O Cegecon reitera que não abre mão de suas prerrogativas legais para contratar e dispensar com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A rescisão dos contratos ocorreu pela falta de interesse na manutenção dos mesmos“.

Manifestação na Assembleia contou com apresentações artísticas (Foto: Reprodução/Facebook)

A nota conclui alegando que os recursos recebidos do Estado foram designados apenas à liquidação de encargos sociais e tributos. “A Cegecom se considera impedida de aplicar este recurso na quitação salarial porque isso pode gerar futuros questionamentos jurídicos. Pelo contrato de gestão, cabe ao Estado honrar todo mês o repasse para a gestão do contrato“.