SÓ OS CHOCALHOS

Mais de 150 cobras são recolhidas em casa no Paraná

As cobras, 152 cascavéis e uma jararaca, eram mantidas em sigilo. Animais peçonhentos foram entregues para a polícia ambiental


FolhaPress
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Do FolhaPress | Em: 30/07/2020 às 13:18:13

As cobras, 152 cascavéis e uma jararaca, eram mantidas em sigilo. Animais peçonhentos foram entregues para a polícia ambiental
As cobras, 152 cascavéis e uma jararaca, eram mantidas em sigilo. Animais peçonhentos foram entregues para a polícia ambiental

Um morador de Mandaguari, região noroeste do Paraná, entregou 153 cobras peçonhentas para a polícia ambiental e Secretaria Estadual da Saúde, na última quarta-feira (29). Técnicos do Instituto Água e Terra de Maringá realizaram a operação de recolhimento na residência.

Em nota, a Polícia Militar (PM) do Paraná afirmou que a intenção do aposentado Dirley Bortolanza não era praticar maus-tratos, mas reforça que “a atividade de resgate não pode ser realizada sem a devida autorização, tampouco a manutenção de animais silvestres em cativeiro”.

As cobras -sendo 152 cascavéis e uma jararaca- eram mantidas em sigilo. Segundo a polícia, como a entrega foi voluntária não há configuração de crime. “Quando acontece a entrega voluntária o cidadão não é enquadrado administrativa e nem criminalmente”, explicou Luciano José Buski, capitão da 3ª Companhia da Polícia Ambiental.

Além de recolher as cobras, a polícia contou com o apoio de biólogos do Instituto Água e Terra, que explicaram para o morador o perigo em manter cobras peçonhentas em casa. “Elas têm capacidade de inocular veneno e representam risco em acidentes pela picada. O veneno ocasiona diversos sintomas e pode matar caso não haja tratamento adequado.”

De acordo Antonio Carlos Moreto, chefe regional do Instituto, os técnicos fizeram as devidas orientações para que não haja mais ações deste tipo. Agora os animais serão encaminhados para instituições parceiras em pesquisa e produção de soros antipeçonhentos, como o Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI).

Vale lembrar que cobras peçonhentas só podem ser criadas para fins comerciais no caso de instituições com objetivo de pesquisa e produção de soro, ou com intuito de conservação, ou seja, quando o animal não pode voltar à natureza, segundo o Instituto Água e Terra.

DF

O caso do estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, 22 anos, picado por uma naja no Distrito Federal, desencadeou uma série de ocorrências relacionadas à criação ilegal de cobras na região. Com isso, nos últimos dias o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) resgatou 32 serpentes e aplicou mais de R$ 300 mil em multas.

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