Do Mais Goiás

Mais de 10 mil doses de Coronavac não foram aplicadas em Aparecida

Casos de suposta falta de doses em frascos do imunizante se repete em outros municípios e estados brasileiros

CCoronavac é fabricada pelos laboratórios do Instituto Butantan (Foto: Agência Brasil)
CCoronavac é fabricada pelos laboratórios do Instituto Butantan (Foto: Agência Brasil)

O total de 11.557 doses do imunizante Coronavac não foi aplicado em Aparecida de Goiânia. O caso de suposta falta de doses em frascos da vacina não foi isolado em Aparecida de Goiânia. A situação foi identificada na capital, em outros municípios goianos e outras unidades da federação que receberam os lotes da vacina do Instituto Butantan. Foi identificada falta de pelo menos 20% das vacinas enviadas aos municípios goianos. O Ministério Público pediu explicações ao fabricante da vacina no fim do último mês.

A prefeitura de Aparecida afirma que as doses perdidas ocorreram por falhas técnicas do fabricante que resultou em frascos com menos doses do que o informado. No fim do último mês, o Ministério Público pediu explicações ao Instituto Butantan sobre doses faltantes em frascos enviados à Aparecida e a outros municípios goianos. O fabricante da vacina culpou a extração incorreta do líquido nos frascos.

Ao Mais Goiás, o Instituto Butantan comunica que cada frasco da vacina contra o novo coronavírus contém nominalmente 10 doses de 0,5 ml cada, totalizando 5 ml, e adicionalmente ainda é envasado conteúdo extra, chegando a 5,7 ml por ampola.

Esse volume, devidamente aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é suficiente para a extração das dez doses. O fabricante da Coronavac ressalta a importância de haver profissionais de saúde capacitados para aspiração correta de cada frasco, além de usar seringas e agulhas adequadas, para não haver desperdício.

A nota ainda informa que todas as notificações recebidas pelo instituto até o momento relatando suposto rendimento menor das ampolas foram devidamente investigadas, e identificou-se, em todos os casos, prática incorreta na extração das doses nos serviços de vacinação. Portanto, não se trata de falha nos processos de produção ou liberação dos lotes pelo Butantan.

Além disso pontua que houve inspeção da Vigilância Sanitária realizada no último dia 20 de abril que não encontrou nenhuma inadequação na linha de envase da Coronavac. A Prefeitura de Aparecida de Goiânia ressalta que todas os últimos lotes da Coronavac vieram com doses faltantes.