Prisão

Mãe suspeita de matar filha a marteladas tem prisão preventiva decretada

Em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Além de matar, mulher carbonizou corpo da filha de um ano e sete meses


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 22/02/2019 às 16:28:22

(Foto: Leitor/Mais Goiás)
(Foto: Leitor/Mais Goiás)

Nesta sexta-feira (22) foi realizada a audiência de custódia de Alessandra Fiusa das Neves, 32 anos, suspeita de matar e carbonizar a filha de um ano e sete meses. O crime foi na última quinta-feira (21), no Setor Parque Santa Rita.

Na audiência, realizada na 1ª Vara de Crimes Dolosos, do Fórum Criminal Desembargador Fenelon Teodoro Reis, Setor Jardim Goiás, a prisão em flagrante de Alessandra foi convertida em preventiva. O juiz Eduardo Pinho Mascarenhas decidiu que a suspeita fosse encaminhada para a Casa de Prisão Provisória, Aparecida de Goiânia.

De acordo com Mascarenhas, “não foi constatada qualquer ilegalidade ou nulidade formal que justificasse o relaxamento da prisão”. O juiz enfatiza que existe prova da materialidade e os indícios de autoria do crime.

“A liberdade da autuada atenta contra a ordem pública e repercute de maneira danosa e prejudicial ao meio social e, em liberdade, poderá encontrar o mesmo estímulo para a pratica delituosa”, é o que diz parte do documento da decisão.

Já nos autos do processo consta que “a autuada ministra de forma inadvertida drogas para seus filhos e que o filho Pedro Henrique, 12 anos, estava no local aparentemente dopado, atônito, sob suspeita de estar sob o efeito de drogas”.

O crime

Na última quinta-feira (22), Alessandra Fiusa das Neves matou a filha de um ano e oito meses com golpes de marreta. Ela quebrou crânio, pernas e braços da menina. Depois, ela ateou fogo no corpo da bebê. As informações são da Polícia Militar (PM).

Alessandra foi encontrada em estado de choque pelos PMs e pelo Corpo de Bombeiros na casa dela, no Parque Santa Rita. Após o atendimento médico, foi encaminhada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil.

O corpo da menina foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para exames e liberado nesta sexta-feira. A bebê foi sepultada por volta das 15h, sem velório, no Cemitério Jardim da Saudade, em Trindade.