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Mãe suspeita de mandar matar criança “não suportava mais o filho”, diz delegado

A informação foi divulgada pelo delegado Valdemir Pereira da Silva em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (23)

Cidades

Thiago Burigato
Do Mais Goiás | Em: 23/05/2017 às 11:36:45

O menino Jorge Ferreira da Silva foi morto pelo próprio padrasto, Renato carvalho Lima. O crime teria sido cometido a mando da mãe da vítima, Jeannie da Silva de Oliveira (Foto: Jota Eurípedes)
O menino Jorge Ferreira da Silva foi morto pelo próprio padrasto, Renato carvalho Lima. O crime teria sido cometido a mando da mãe da vítima, Jeannie da Silva de Oliveira (Foto: Jota Eurípedes)

Jeannie da Silva de Oliveira, de 27 anos, acusada de ter mandado matar o próprio filho, de 9, não o “suportava mais” e “não queria ter mais responsabilidade em sua criação”. A informação foi divulgada pelo delegado Valdemir Pereira da Silva, titular da Deic, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (23).

O menino Jorge Ferreira da Silva foi morto na última sexta-feira (19) pelo próprio padrasto, Renato carvalho Lima, de 20 anos. O crime aconteceu em uma casa no Setor Nunes de Morais, em Goiânia, e teria sido cometido a mando de Jeannie.

De acordo com as investigações, o homem confessou que enforcou a vítima, mas alegou que agiu a pedido da mãe. Em depoimento, o jovem informou que matou o menino asfixiado. Em seguida, abandonou o corpo em um matagal perto da residência.

No domingo (21), o casal foi à Central de Flagrantes, onde registrou um boletim de ocorrência dizendo que o menino havia sido sequestrado por traficantes de drogas da região e que só iriam entregá-lo mediante pagamento de uma dívida de R$ 850. “A história não era convincente, uma vez que Renato não soube explicar como adquiriu a dívida e quem seriam os credores. Também entrou em contradição ao mencionar as características dos sequestradores”, afirmou o delegado Valdemir.

Em interrogatório informal, foi pedido que Renato tirasse a camisa. A polícia notou arranhões no peito, costas e braços. Após mais algumas horas de interrogatório, acabou confessando o crime e o casal foi preso. De acordo com o delegado, Jeannie nega o crime, mas as provas “são muito claras”.