Do Mais Goiás

Mãe diz à polícia que torturou filho de dois anos porque ele “se coçava demais”

Mulher e o marido foram presos nesta quarta-feira (15)

A mãe da criança de dois anos, que foi torturada em Goiânia, disse que o menino apanhou porque ''estava se coçando demais
Mãe e padrasto foram presos (Foto: Polícia Civil)

A mulher que foi presa junto ao companheiro na tarde desta quarta (15) torturou o filho de dois anos porque ele “se coçava demais”. A informação foi dada à polícia pela própria mãe. A coceira decorria de uma alergia a picada de insetos. Este foi o terceiro caso de tortura por parte de mãe e padrasto publicado pelo Mais Goiás em apenas dois dias.

A Polícia Civil informou que o crime foi descoberto quando um vídeo, onde mostra que uma criança havia sido espancada no setor Parque Anhanguera, foi publicado nas redes sociais. A Polícia Civil tomou conhecimento do caso e acionou o Conselho Tutelar.

O padrasto do menino confessou o crime, mas disse que agiu dessa forma porque o menino fez “travessuras”. A mãe da criança, embora tenha negado ser autora das agressões, disse que há dias vinha percebendo lesões no corpo do menor. Ela contou, também, que sabia que os machucados eram causados pelo companheiro e revelou que o padrasto colocava o menino de joelhos no chão, como forma de castigo.

Tortura de padrasto e mãe à crianças: outros casos

A Polícia Civil prendeu uma mãe e um padrasto suspeitos de torturarem duas crianças, uma menina de seis anos e um menino de três. O caso aconteceu em Mineiros nesta quarta-feira (15). Segundo o delegado Thiago Escandolhero Martinho, além de torturadas, as vítimas estavam sem comer.

“Há cerca de dois meses, o avô materno devolveu as crianças à mãe. Desde então, ele estava sendo privado ir visitá-los. Por isso, ele procurou o Conselho Tutelar, mas o casal não quis entregar os menores. A Polícia Militar (PM) levou os dois até o batalhão para realizar os devidos procedimentos e a conselheira trouxe as crianças até a delegacia. Aqui, elas me contaram o que estava acontecendo”, explicou Thiago.

Segundo o delegado, as crianças foram entregues aos suspeitos com o peso ideal para suas idades. Porém, como passavam fome, elas estavam muito magras – com ossos aparentes. Thiago contou que os policiais civis comparam alimentos para os menores, visto que uma das crianças tremia de fome.

Tortura de padrasto e mãe à crianças: outros casos

Outro caso parecido aconteceu em Trindade, na região Metropolitana de Goiânia. Porém, dessa vez, a tortura resultou em uma vítima fatal, de apenas três anos. Os suspeitos, mãe e padrasto da menina, foram presos em flagrante suspeitos de matarem-na espancada. O outro filho da mulher, de seis anos, contou aos policiais que apanhava de bambu.

A delegada responsável pelo caso, Silvana Nunes Ferreira, informou que, ainda no hospital, a mulher negou que havia agredido a filha. Aos civis, ela chegou a alegar que a menina havia caído do parquinho e que outro filho havia agredido a irmã. Porém, segundo a polícia, sua versão era contraditória em comparação com as provas colhidas.

Depois de mentir aos policiais, a mulher confessou o crime. Ela informou que a criança foi espancada no domingo. Mas somente a levou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Trindade quando o pai do padrasto alertou que a menina não passava bem. Ela chegou a ser intubada, mas não resistiu e faleceu.

Com a morte da menina, nesta terça-feira (14), os suspeitos foram presos por lesão corporal resultada em morte e também são investigados por tortura.

Avó pede prisão de padrasto e mãe indiciados por deixar menina em estado vegetativo, em Senador Canedo; leia.