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Lorde abraça o pop no álbum ‘Melodrama’

O novo disco da cantora neozelandesa foi lançado nesta sexta-feira (16) nas plataformas físicas e digitais


Murillo Soares

Do Mais Goiás | Em: 16/06/2017 às 14:11:49


(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

“Eu faço a minha maquiagem no carro de outra pessoa” é a frase que abre o novo disco da cantora Lorde, Melodrama. A frase mostra que o novo trabalho, lançado nesta sexta-feira (16), mostra um novo lado da neozelandesa: mais leve, mais “descolado” (por que não?) e bem mais pop.

Isso ficou explícito com o primeiro single desta nova fase da cantora: Green Light. E comprovado pela canção que vem logo a seguir na tracklist do álbum: Sober. Ao passo que em seu debut, o aclamado Pure Heroine (2013), Lorde cantava sobre as desilusões de uma adolescente e criticava a fama e tudo que vem com ela, em Melodrama ela parece fazer as pazes com tudo isso.

No novo disco, Lorde canta sobre um pouco mais do que viu no mundo: cores quentes e frias, experiências boas e ruins, ilusões e desilusões. Festas. Ressacas. Um abraço simpático no showbusiness. Uma fresta no mundo particular da neozelandesa que fez o mundo cantar: “Nós nunca seremos da realeza”(Royals, 2013).

Eletropop, 80s beats e Instrumentos de corda

Para Melodrama, Lorde parece ter bebido na mesma fonte de Taylor Swift para a produção do 1989. Canções como Homemade DynamiteHard Feelings/Loveless (nesta faixa a cantora nos mostra um pouquinho da produtora alternativa de 2013), SupercutPerfect Places têm uma forte veia oitentista, flertando com um pop talvez mainstream demais para a gótica de Pure Heroine.

E não ficou ruim. Só diferente. A gente consegue se acostumar com uma Lorde mais viva e festeira.

Neste novo trabalho, a cantora também solta a voz em músicas mais lentinhas, com batidas mais simples, piano e alguns instrumentos de corda. Em Sober II (Melodrama) percebemos a evolução vocal de Lorde com um pouco mais de clareza, tanto em questão de técnica quanto em interpretação.

Em faixas ainda mais íntimas, como LiabityWriter In The Dark, nas quais ela se abre um pouco mais com seus ouvintes e fãs, a interpretação fica ainda mais evidente. Ela canta com vulnerabilidade e sentimento.

Melodrama é um disco redondo (já forte concorrente para o Grammy Awards de 2018). Apesar de ser mais mainstream e pop que o Pure Heroine, as canções não deixam de ter a marca de Lorde, dona de uma voz única no mercado fonográfico, habilidade de cantar sussurrando muito rápido e de versos íntimos e poderosos.

Ouça o disco Melodrama de Lorde: