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Liberação de caravanas pode aumentar vendas em 50% na 44, estima associação

Região deixou de vender R$ 4,3 milhões desde o início da pandemia. Além disso, aproximadamente 2 mil lojistas tiveram de fechar as portas

Prefeitura de Goiânia realizará testagem ampliada de Covid-19 em trabalhadores da 44
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Desde a última semana, as caravanas de compradores retornaram à região da 44, após cerca de 8 meses proibidas no local. A expectativa é de que as vendas aumentem em 50% com a retomada da mencionada atividade. Segundo a Associação Empresarial do polo têxtil (AER44), a região teve prejuízo de 4,3 bilhões durante a pandemia da covid-19. Cerca de 2 mil lojistas fecharam o comércio. Novas flexibilizações devem auxiliar na recuperação da economia do local.

A volta das caravanas foi autorizada mediante o cumprimento de normas e restrições. Além de higienização constante, distanciamento, tapetes higiênicos e aferição de temperatura, as excursões de compradores não podem ultrapassar 60% do público total diário. Por este motivo, a AER44 tem realizado agendamentos de caravanas para evitar aglomerações.

Segundo o presidente da Associação, Crhystiano Câmara, o novo formato visa distribuir a quantidade de ônibus e compradores que chegam na região. Na semana passada, por exemplo, 70 veículos com cerca de 30 pessoas estiveram no polo têxtil. “Não foram todos em um único dia. Estamos realizando os agendamentos para vir 10 por dia, para garantir a segurança e cumprimento dos protocolos”, afirmou.

Além das caravanas, o horário de funcionamento da região foi modificado. Desde o último dia 13 de outubro, as lojas podem abrir as portas a partir das 8h. Antes, por conta do escalonamento, locais só iniciavam atividades às 9h. O trânsito também foi alterado com a retirada dos blocos de concreto.

“Melhorando a mobilidade, melhoramos também boa parte das aglomerações. Toda a região estava sendo movimentada em apenas duas ruas. Ficava sempre um grande congestionamento, além de não ter locais para estacionar. Isso tudo mudou e, juntamente com a modificação do horário de funcionamento, vai garantir melhores condições de trabalho e compra”, salientou.

Prejuízos

De acordo com Crhystiano Câmara, durante os quatro meses de fechamento total da 44, a região deixou de vender R$ 2,8 bilhões. Além disso, cerca de 2 mil lojistas tiveram de fechar o comércio por não conseguir arcar com os prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus.

Ainda segundo o presidente da AER44, atualmente 14 mil lojistas atuam no local. Apesar da retomada, durante os três meses de abertura, houve déficit de R$ 1,5 bi. O prejuízo total durante toda a pandemia é de cerca de R$ 4,3 bi.

“Compradores de todo o Brasil deixaram de vir comprar porque estava tudo fechado e porque também não estava sendo permitido vender em seus respectivos estados. A gente sabe que as coisas não vão melhorar de imediato, mas a situação está se normalizando e esperamos que as vendas aumentem neste fim de ano”