Privatização

Leilão da Celg é cancelado por falta de interessados

Ministério de Minas e Energia e BNDES devem reavaliar os parâmetros de formação do preço para que desestatização seja retomada o mais rápido possível




O leilão de desestatização da CELG Distribuição, que estava marcado para ser realizado na próxima sexta-feira (19), foi cancelado. Segundo comunicado divulgado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), o motivo da suspensão foi a falta de interessados na transação. Uma nova data deverá ser remarcada.

Agora, o Ministério de Minas e Energia (MME) e ao BNDES devem reavaliar os parâmetros de formação do preço a serem ajustados “para que desestatização seja adequadamente retomada no menor espaço de tempo possível”, informou o Ministério de Minas e Energia, em nota.

O processo de venda do controle da CELG-D foi iniciado em maio de 2015, com a inserção da Companhia no Programa Nacional de Desestatização (PND). No dia 24 de junho de 2016, o edital de desestatização da CELG-D foi publicado, definindo a data do certame, na BM&F Bovespa.

A CELG D, uma das maiores distribuidoras de energia do Brasil, é uma empresa controlada pela Eletrobras, que detém 50,93% do seu capital social, e pelo Governo de Goiás, que possui, via CELGPar, 49% do capital da empresa. A empresa é responsável pelo atendimento de 237 municípios do Estado de Goiás — o que corresponde a mais de 98,7% do território goiano — e que atende a 2,61 milhões de unidades consumidoras e abrange uma área de concessão de 336.871 km².