Eleições 2018

Kátia Maria critica concentração de renda e defende novo modelo de gestão em Goiás

Em entrevista coletiva, pré-candidata ao governo de Goiás pelo PT criticou os partidos MDB, DEM e PSDB e afirmou que seu projeto vai promover a transformação da sociedade


Bárbara Zaiden
Do Mais Goiás | Em: 13/06/2018 às 14:26:59


Kátia Maria é pré-candidata ao Governo de Goiás pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Ela não fala em “proposta de governo”, mas sim em “novo modelo de gestão”. A professora criticou o MDB, o DEM e o PSDB, ao afirmar que eles promovem a concentração de renda, de serviços e de oportunidades, diferente do que ela propõe.

A petista apresentou suas ideias em uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (13) no diretório estadual partido, em Goiânia. As propostas de Kátia têm como eixo central a qualidade de vida. Um dos pontos de partida seria a redistribuição de serviços para todas as cidades goianas para evitar deslocamentos da população. “Nós queremos fazer um governo que possa descentralizar a oportunidade, esse desenvolvimento, os investimentos públicos e gerar serviços lá na ponta”, disse.

A pré-candidata também defende que essa descentralização levaria a uma melhor distribuição de renda. O desenvolvimento da economia local e suas potencialidades teria como consequência uma cadeia de movimentação da economia. “O PT fez isso bem, todos os municípios sabem disso, que na época de Lula e Dilma o dinheiro chegava na população e a população gastava nas cidades. Se ela está fazendo isso, ela está movimentando a economia local e, movimentando a economia local, isso vai interferir nos índices da economia estadual”, explicou.

Kátia também criticou o atual governo goiano e destacou que o Estado de Goiás está endividado. “A administração do PSDB sucateou o serviço público e nós teremos um grande esforço para reconstruir a máquina pública e lidar, de forma séria, ética e competente com a dívida que o estado hoje tem, porque isso vai dar condições para fazer essa descentralização dos serviços”.

Sobre os números da última pesquisa eleitoral realizada, a professora é positiva e acredita que tem potencial para crescer. “A pesquisa recente do Serpes mostra que a eleição está aberta em Goiás: 75% não sabe ainda em quem vai votar. A pré-candidatura do PT no meu nome foi, proporcionalmente, a que mais cresceu na pesquisa, mostrando que existe um campo aberto e uma receptividade do eleitor goiano”, diz, otimista.

Saúde

Durante a entrevista, Kátia ainda pontuou que acredita que a vinda de pessoas de outros estados para tratamento em Goiânia não é o grande problema da saúde no Estado de Goiás. Ela também defendeu a manutenção da universalidade do SUS e falou da necessidade de maior atenção à saúde básica e de repasses para os municípios realizarem esse serviço.

“Às vezes o Governo do Estado leva até um ano para fazer esse repasse para os municípios. Quando eu não cuido da saúde preventiva, quando a pessoa adoece o caso é mais grave porque eu não preveni. Então nós precisamos pensar numa rede integrada, onde o município, o estado e a união cumpram com seu papel dentro de uma gestão integrada, podendo oferecer saúde de qualidade para nossa população”, destacou.

Educação

A pré-candidata ressaltou que, em Goiás, o ensino superior já tem uma descentralização dos grandes centros bem considerável. Recentemente foram criadas as universidades Federal de Catalão (UFCAT) e de Jataí (UFJ) a partir dos campus da Universidade Federal de Goiás (UFG). A Universidade Estadual de Goiás (UEG) também está presente em 38 municípios. Existem, ainda, os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) e o Goiano (IF Goiano).

Kátia defende a autonomia política, econômica, financeira e pedagógica da UEG. “A UEG pode ser uma indutora desse desenvolvimento regional que nós estamos falando, levando para essas unidades os cursos adequados para que a nossa população possa se aprimorar, se qualificar”.