Crimes contra mulheres

Justiça marca audiência e julgamento de suspeito de assassinar mulheres em Goiânia

Interrogado, Flávio negou qualquer envolvimento com os crimes de homicídios de mulheres que ocorreram em Goiânia




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Foi agendada para o dia 22 de setembro, às 14h30, a audiência de instrução e julgamento de Flávio Marques Alves, um dos suspeitos de ter assassinado várias mulheres em Goiânia.

A juíza Placidina Pires, da 10ª Vara Criminal, tinha homologado o auto de prisão em flagrante e decretado a prisão preventiva de Flávio no dia 13 de agosto, com o objetivo de garantir a ordem pública e pela conveniência da instrução criminal e correta aplicação da lei penal, além de evitar a prática de novas infrações por parte dele.

Flávio foi preso em flagrante delito na cidade de São Luiz de Montes Belos por receptação qualificada. Antes da prisão, policiais militares encontraram na residência dele, localizada em Goiânia, uma motocicleta Honda CG 150 Titan, da cor vermelha, produto de crime. A motocicleta estava desmontada e faltando peças. Assim que os policiais souberam que Flávio estava em São Luiz de Montes Belos e que ele possuía vários crimes de roubo no histórico criminal, foram até a cidade e efetuaram a prisão dele.

O investigado confessou que a motocicleta encontrada em sua casa, na capital goiana, era realmente resultado de roubo, mas disse que teria comprado o veículo por R$ 150. Interrogado, Flávio negou qualquer envolvimento com os crimes de homicídios de mulheres que ocorreram em Goiânia, entretanto confessou a autoria de outros crimes, como delitos de roubo em um açougue no Jardim América, e em uma padaria no Setor Moinho dos Ventos.

De acordo com a juíza, o autuado informou que havia se mudado para a casa de sua sogra, em São Luiz de Montes Belos, porque a imagem dele estava sendo divulgada pela imprensa como principal suspeito de ser o motoqueiro assassino de mulheres em Goiânia. Sobre uma outra motocicleta encontrada na casa da sogra dele, Flávio afirmou que a utilizou para prática de crimes e que adquiriu o veículo por R$ 600. Além disso, confessou que sabia que a moto tinha restrição por furto ou roubo.

“Compulsando os autos, noto que o investigado possui três sentenças condenatórias por crimes de roubo, das quais duas delas com trânsito em julgado, além de outra condenatória já transitada em julgado por delito de tráfico de ilícito de drogas e, ainda, quatro ações penais em trâmite por infrações penais da mesma natureza e um processo de execução criminal em andamento, o que evidencia sua periculosidade”, ressaltou.

(Com informações do TJ-GO)